O modelo de coalizão vigente no Brasil vem exigindo dos executivos constante negociação com os partidos representados no Legislativo, para garantir a governabilidade. Caso o senhor seja eleito, pretende montar uma equipe técnica de Governo ou manter o que é de praxe nos governos e ceder a cargos de primeiro e segundo escalão a indicações de partidos, em troca de apoio na Assembleia?
Fernando Pimentel
Caso eleito, estarei à frente do Governo de Minas da mesma forma que atuei ao longo de toda minha vida pública: primando pela competência da minha equipe. Ninguém governa sozinho. Uma gestão eficiente depende de liderança e empenho integral de todos os envolvidos, com seriedade, ética e conhecimento administrativo. Foi assim na Prefeitura de Belo Horizonte e no Ministério do Desenvolvimento. Não será diferente agora. A aliança com a qual disputamos o Governo de Minas é programática. Os partidos apresentaram um programa de governo, discutiram propostas e projetos com os mineiros e estarão à frente de uma gestão transparente. A população será chamada a fiscalizar nosso trabalho.
Fidelis Alcântara
Nossa candidatura tem condições de selecionar uma equipe técnica compromissada com o bem-estar da sociedade. Por não recebermos financiamento de mineradoras, empreiteiras, nem bancos, contaremos com liberdade de escolher nas universidades, nos movimentos sociais, no corpo técnico os melhores profissionais para a composição do secretariado. Em relação à barganha entre Legislativo e Executivo, defendemos uma democracia de participação mais direta. Os conselhos populares têm o objetivo de operacionalizar esse vínculo mais estreito entre sociedade e poder político.
Túlio Lopes
Democratização efetiva do poder através da instauração do Poder Popular, como forma de construção da democracia direta: 1 – nos bairros, distritos, cidades e regiões, com a formulação e acompanhamento das políticas de saúde, da segurança, do meio ambiente, da cultura, dos serviços públicos e aparelhos urbanos em geral. 2 – no plano do Estado, com a criação da Assembleia Estadual do Poder Popular e dos Conselhos Populares compostos por representantes da sociedade civil organizada, para a elaboração e o acompanhamento das políticas públicas, através da votação das prioridades do orçamento e da fiscalização de sua implementação. 3 – no plano da Assembleia Legislativa, com o acesso das representações comunitárias e entidades representativas da sociedade civil à tribuna e às comissões de trabalho parlamentar. 4 – no plano do Executivo, para a discussão das políticas, o acompanhamento e a fiscalização das suas atividades. As instâncias de Poder Popular terão poder decisório no estabelecimento das prioridades do Orçamento Estadual, que será, finalmente, um Orçamento elaborado coletivamente.
