Ícone do site Tribuna de Minas

Cenário eleitoral se mantém indefinido em Minas

Marcio-Lacerda

Foto: Fernando Priamo

PUBLICIDADE

O ponteiro do relógio dá suas últimas voltas e o desenho da corrida eleitoral para a disputa do Governo de Minas Gerais vive um fim de semana de definições. Partidos relevantes que trabalharam nos últimos meses para garantir protagonismo na disputa postergaram suas decisões para as últimas horas do prazo para a realização das convenções partidárias para a indicação de candidatos, que se encerra neste domingo (5). São os casos de PT, MDB, DEM e PSB, que ensaiam ou já ensaiaram candidaturas próprias e têm deliberações agendadas para as próximas horas, em decisões que, como efeito borboleta, podem influenciar as movimentações dos demais.

O maior imbróglio, no entanto, envolve a única sigla que deve discutir seu futuro neste sábado (4), o PSB, uma vez que MDB, DEM e PT têm convenções marcada para domingo. O partido está rachado no estado. De um lado está o grupo que ainda apoia a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, rifada pelo comando nacional do PSB após a costura de um acordo com o PT, que pode resultar na neutralidade dos socialistas na disputa nacional e recuo das duas partes em embates regionais. Na última quarta-feira, Lacerda foi comunicado pelo presidente nacional da sigla e resistiu.

PUBLICIDADE

Os desentendimentos levaram a Executiva nacional a destituir a comissão provisória da legenda em Minas, anteriormente presidida por quadros ligados ao ex-prefeito, para nomear uma nova direção, desta vez, capitaneada por um grupo ligado ao deputado federal juiz-forano Júlio Delgado (PSB), que é contrário à candidatura de Lacerda. A troca tem um objetivo claro: minar possíveis articulações do ex-prefeito de Belo Horizonte para viabilizar sua candidatura ao Governo à revelia das articulações do comando nacional. A cisão pode, inclusive, levar a uma situação inusitada.

Partidários de Lacerda tentam manter encontro agendado para a manhã deste sábado para amealhar apoio e manifestações pela manutenção da candidatura do PSB. Um outro encontro pode ser convocado pela nova comissão provisória, no mesmo dia, sem ter, no entanto, a possibilidade de uma candidatura própria em pauta.

Pessoas ligadas ao grupo de Lacerda confiam ter apoio de correligionários para chancelar a candidatura do ex-prefeito ao Governo em convenção. Por outro lado, os adeptos do posicionamento do comando nacional do PSB se abraçam a resolução aprovada no 14º Congresso Nacional do PSB, em março, cujo texto daria à direção nacional poder de aprovar ou não as coligações em cada estado.

O confuso momento do PSB mineiro pode respingar nas decisões dos demais partidos. Nas últimas semanas, Lacerda tentou articular apoio a sua empreitada eleitoral junto ao MDB e ao deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM). Sua provável saída de cena, sacode o tabuleiro. Ainda mais sem a definição de que haverá uma aproximação com o PT após o acordo firmado pelas duas agremiações no âmbito nacional.

PUBLICIDADE

Nesta sexta, as especulações foram no sentido de que os emedebistas podem seguir o caminho de uma candidatura própria encabeçada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Adalclever Lopes (MDB). Da mesma forma, uma reedição da dobradinha mantida com o PT nas eleições de 2014, que culminou na eleição de Fernando Pimentel (PT) para o Palácio da Liberdade também voltou a ser aventada nos últimos dias. Pimentel deve tentar a reeleição e ter seu nome confirmado em convenção agendada para domingo.

Sair da versão mobile