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Propostas para compra de represa em avaliação

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A novela envolvendo a venda da Represa de São Pedro ganhou novos capítulos, e o futuro do manancial só deve ser decidido na próxima semana. Integrante da massa falida da Companhia Têxtil Ferreira Guimarães, a represa faz parte dos itens que estão sendo leiloados pela 2ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, onde corre o processo de alienação judicial. As propostas pelos bens foram recebidas até a última segunda-feira e, nesta quarta-feira (3), foram abertos os envelopes com as ofertas. Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), foram apresentadas nove proposições para a compra das áreas onde funcionava a fábrica e a represa. Elas serão analisadas pelos interessados e pelo Ministério Público (do Rio de Janeiro) em um prazo de cinco dias, diz a nota.

As informações vão de encontro às expectativas de pessoas ligadas à PJF e à política local, como o deputado Lafayette Andrada (PSDB), que acreditavam que, pelo fato de a represa integrar uma área de preservação permanente (APP), não surgiriam interessados na aquisição do local. O tucano chegou a articular, junto ao Governo de Minas Gerais, uma tentativa de incorporar a área ao patrimônio estadual como forma de compensação às dívidas tributárias da extinta empresa, mas a estratégia esbarrou em impedimentos jurídicos. Quando a Advocacia Geral do Estado (AGE) se aprofundou, percebeu que se tratava de processo de falência. Nesses casos, a destinação dos valores arrecadados com o leilão seguem uma ordem que não pode ser alterada, explicou Lafayette.

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Na Câmara, os vereadores Antônio Aguiar (PMDB) e José Márcio (PV), que, nas últimas semanas, demonstraram preocupações com a iminente alienação, lamentaram que as vias políticas não tenham sido suficientes para evitar que a represa fosse a leilão. Para o diretor-presidente da Cesama, André Borges de Souza, o momento é de aguardar a finalização do processo para que seja feita uma análise judicial sobre a utilização do manancial, que responde por 8% do abastecimento juiz-forano, pelo município.

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