Os professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais cruzam os braços nesta quarta em busca da implementação de um piso salarial de R$ 1.597 por 24 horas de trabalho semanais. No dia 11, a paralisação acontece em caráter nacional, com adesão de Juiz de Fora. Já no dia 31, outra paralisação estadual acontece e uma assembleia da categoria será realizada em Belo Horizonte, quando poderá ser votado indicativo de greve. Segundo a coordenadora do departamento de comunicação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Yara Aquino, é esperada uma adesão de 90% na paralisação de amanhã.
Na última paralisação, 25 escolas estaduais aderiram ao movimento em Juiz de Fora. Isso representou cerca de 90%, lembra a sindicalista. Segundo ela destaca, o piso salarial que ainda não foi implementado, de R$ 1.197 para 40 horas semanais, aguarda aprovação do Governo desde 2008. O valor estava sendo reivindicado pela categoria, mas não corresponde mais aos anseios da categoria, que agora luta pelos R$ 1.597 para 24 horas de trabalho. Também queremos que o edital para o concurso em todas as áreas, inclusive filosofia, espanhol e sociologia, seja liberado ainda nesse mês, acrescenta.
Com as paralisações, Yara diz que o movimento tem conseguido avanços, como as eleições para diretor em 5 de junho e a aprovação do pedido de mudança de lotação de escolas para os servidores estaduais efetivados sem concurso pela Lei Complementar nº 100, de 2007. Queremos também a regularização desses efetivados, finaliza. Hoje, uma assembleia será realizada às 16h na cidade para a discussão da campanha salarial.
