Os professores da rede municipal votaram ontem, mais uma vez, pela manutenção da greve da categoria, que completa 18 dias hoje. Na próxima segunda-feira, está marcada uma nova rodada de negociações entre o Sindicato dos Professores (Sinpro) e as secretarias de Administração e Recursos Humanos e de Educação. Como a reunião está marcada para a tarde, no mesmo dia, os docentes devem fazer uma vigília na Praça da Estação à espera do resultado das discussões. Os educadores insistem, principalmente, no pagamento de uma compensação financeira pelas duas horas a mais trabalhadas em sala de aula. Isso porque, pela Lei do Piso Nacional, um terço da jornada deve ser destinada a atividade extraclasse, ao passo que em Juiz de Fora a parcela destinada a esse fim corresponde a um quarto da carga horária. No início da semana, a PJF divulgou nota informando que pretende recorrer ao Ministério da Educação (MEC) em busca de recursos complementares para resolver a questão. Na assembleia de ontem, o coordenador-geral do Sinpro, Roberto Cupolillo (Betão, PT), considerou a declaração uma vitória do movimento, mas enfatizou que ela não é suficiente. Não houve negociação de terça para cá. Não temos outra alternativa a não ser manter a greve.
