
Os deputados federais com domicílio eleitoral em Juiz de Fora participarão, nesta quarta (2), da votação para autorizar ou não que STF aceite a denúncia de corrupção contra o presidente Michel Temer (PMDB). Margarida Salomão (PT) e Júlio Delgado (PSB) são a favor da denúncia, e devem votar “não” ao parecer elaborado pela CCJ, que pede a rejeição do processo de acusação. Já o deputado Marcus Pestana (PSDB) deve se posicionar contra a denúncia, seguindo instrução do seu partido. Nessa terça-feira (1º), os parlamentares participaram de reuniões partidárias para estabelecer estratégias.
Uma delas seria o não comparecimento dos deputados federais favoráveis à denúncia. É necessária a presença mínima de 342 parlamentares para que o parecer seja votado. Segundo a deputada Margarida Salomão, os partidos de oposição entendem que garantir este número “é uma incumbência do Governo.” A deputada afirmou acredita que a situação, no momento, é “um cabo de guerra”. “O presidente tem uma impopularidade extraordinária, e a própria população já se manifestou desejosa que ele se afaste. Ao mesmo tempo, com a caneta na mão, ele faz o que pode para se blindar.”
Já para o deputado Júlio Delgado, o presidente tem utilizado medidas para sensibilizar deputados e impedir a investigação. “O Governo tem cantado vitória dizendo que tem deputados suficientes para barrar a denúncia. Vamos ver se isso é real”, comentou. O deputado garante que, dos 35 parlamentares do PSB, 23 votarão a favor da investigação. O deputado Marcus Pestana foi procurado pela Tribuna, mas não retornou o contato. Em ocasiões anteriores, o parlamentar disse ser contra a denúncia por entender que o país não pode viver eternamente dentro de uma crise constitucional.

