A diferença de cerca de R$ 48 milhões entre a receita total do município orçada para este ano e aquela projetada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) proposta para 2012 se deve ao fato de que a maior parte dos investimentos oriundos de convênios será executada em 2011, restando apenas uma pequena parcela para ser concluída no ano que vem. A explicação foi dada ontem pela subsecretária de Planejamento Orçamentário e Financeiro da Prefeitura, Elizabeth Jucá. Além disso, segundo ela, a diferença de 4,2% entre a receita estimada no orçamento vigente e a prevista para o próximo ano deve ser reduzida, uma vez que nem todos os convênios pleiteados pela Administração junto ao Governo federal e previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2011, conforme determina a legislação, foram efetivados. Tínhamos encaminhado uma série de projetos e, por isso, eles tinham que estar previstos no orçamento, mas nem todos foram contemplados, destacou a subsecretária. Só dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), segundo ela, a PJF havia pleiteado recursos da ordem de R$ 50 milhões, mas só conseguiu realizar R$ 20 milhões.
Pela LDO, que começou a tramitar na Câmara na última quinta-feira, a receita total de Juiz de Fora em 2012 está estimada em cerca de R$ 1,1 bilhão, enquanto as despesas devem ficar em torno de R$ 865,1 milhões. A projeção, explicada pelas colocações de Elizabeth Jucá, é de que os investimentos caiam de R$ 270,3 milhões para R$ 184,8 milhões. Além de obras grandes, como a conclusão do Hospital de Urgência e Emergência e 17 intervenções viárias, com a construção de pontes e viadutos e trincheiras, as diretrizes orçamentárias ainda preveem a construção de mais 11 postos de saúde, incluindo as Unidades de Atenção Primária à Saúde (Uaps) dos bairros Dom Bosco e Nossa Senhora de Lourdes e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Manoel Honório. A UPA, aliás, tem sido alvo de sistemáticas emendas de vereadores às LDOs e LOAs desde a administração anterior. Já na educação, a previsão é de que sejam construídas duas escolas e cinco creches para crianças de zero a três anos.
