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Candidatos pretendem gastar R$ 16,5 milhões

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As eleições de outubro deste ano caminham para se tornar a disputa municipal mais cara da história de Juiz e Fora. Projeções feitas pelos partidos e coligações dos seis candidatos à Prefeitura – Bruno Siqueira (PMDB), Custódio Mattos (PSDB), Laerte Braga (PCB), Marcos Aurélio Paschoalin (PRP), Margarida Salomão (PT) e Victória Melo (PSTU) – preveem gastos da ordem de R$ 16,5 milhões. A estimativa é 64% superior àquela feita por ocasião das eleições de 2008, quando a previsão de despesas eleitorais estava na casa de R$ 10,6 milhões. Considerando os 386.662 eleitores, o custo projetado do voto será de R$ 42. A coligação encabeçada pelo PT foi responsável pelo maior estimativa: R$ 10 milhões. Em segundo lugar, vêm os tucanos e seus aliados, com R$ 3 milhões, seguido pela aliança em torno do PMDB, com R$ 2,5 milhões. Entre os partidos menores, a projeção mais robusta, de R$ 1 milhão, ficou com o PRP. A dobradinha PSTU e PSOL fez previsão de R$ 100 mil, e o PCB de R$ 70 mil.

A justificativa para previsões tão altas passa pelo alto custo das produções do programações eleitorais para o rádio e a TV. Nessa lógica, quanto maior o tempo destinado para coligação ou partido, maior serão as despesas. Em Juiz de Fora, no entanto, conforme projeção pelo portal Eleitoral Brasil, Custódio deve ficar com a maior fatia de tempo, com 10m25s em cada bloco de 30 minutos. Margarida, que tem maior projeção de gastos, ficará com o segundo maior tempo, totalizando 7m24s. Em terceiro, aparece Bruno, com 6m32s. Victória, Paschoalin e Laerte terão próximo de 1m45s cada. A distribuição oficial do tempo de TV e rádio será feita no dia 10 de agosto pela Justiça Eleitoral. A propaganda eleitoral gratuita começa no dia 21 de agosto.

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Além das produções para TV e rádio, os marqueteiros políticos também ajudam a elevar as cifras das campanhas. Com importância no cenário político nacional, Juiz de Fora é destino certo para muitos especialistas em disputas eleitorais. No período pré-campanha, muitos figurões do ramo, como Cacá Moreno e Hyé Ribeiro chegaram a ser sondados, mas não acertaram. Por enquanto, nenhum candidato teve seu estrategista anunciado. Os tucanos pretendem trabalhar com profissionais do próprio município e buscar apoio de fora somente para situações específicas.

Estratégia semelhante será usada pela equipe de Bruno, que tem contrato com uma empresa de consultoria do Rio de Janeiro. No caso petista, a presença de um marqueteiro deve ser mais constante. A aposta no publicitário Fábio Valença cresceu nos últimos dias. Ele teve participação nas campanhas de Anderson Adauto (Uberaba/2000), Bonifácio Mourão (Governador Valadares/2004) e Custódio Matos (Juiz de Fora/2004).

Com baixo custo financeiro, mas alto preço político, a participação de estrelas da política nacional deve ser outra vedete da campanha. Custódio, por exemplo, quer fazer o lançamento de sua campanha com as presenças do governador Antônio Anastasia (PSDB) e do senador Aécio Neves (PSDB). Na última semana de junho, quando esteve em Juiz de Fora, o deputado federal e dirigente nacional do PT, Ricardo Berzoini, prometeu empenho pessoal do ex-presidente Lula nas campanhas petistas em Minas. Caso não seja possível sua presença, em função de problemas de saúde, é certo que ele aparecerá em gravações. O mesmo deve acontecer em relação à presidente Dilma Rousseff.

O PMDB também pretende trazer as cúpulas estadual e nacional em eventos de campanha. A presença do senador e presidente nacional, senador Valdir Raupp, no palanque de Bruno é considera certa. O PSOL, que é vice na chapa do PSTU, pretende contar com a dupla de deputados federais Chico Alencar e Jean Wylly.

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