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Nova Câmara começa a atuar amanhã

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Se hoje é a posse, amanhã já se iniciam os trabalhos da nova legislatura, com a primeira reunião ordinária marcada para 17h. Dos 19 vereadores eleitos, dez já estavam no mandato 2009-2012 e continuam em suas cadeiras no Palácio Barbosa Lima (ver quadro). Outros nove nomes – sendo que dois já figuraram anteriormente na Câmara Municipal – se unem a eles para conduzir, nos próximos quatro anos, a criação e aprovação de leis, além da fiscalização dos atos do prefeito e de sua equipe. As bandeiras defendidas até agora por esses legisladores parecem ter se alterado pouco, e eles prometem continuar os trabalhos que já vinham sendo desenvolvidos. O que, de um lado, pode ser encarado como conservadorismo na manutenção de mais de 50% da Casa, por outro, tem chance de ser visto como um ponto positivo no sentido de evitar rupturas de projetos.

O provável presidente da Casa, Julio Gasparette (PMDB), além de dar prosseguimento às ações em prol da ocupação urbana – que tem como uma das leis de sua autoria a de regularização de imóveis -, caso assuma a liderança da Câmara, disse que também lutará pelo reconhecimento e pela imagem do Legislativo local. Com preocupação semelhante no quesito da construção civil e do espaço urbano, ainda foram eleitos José Márcio (PV), também conhecido como Garotinho, que há mais de 30 anos é engenheiro da Prefeitura, e Luiz Otávio Coelho (Pardal, PTC), que já foi vereador. Outro que retorna à Casa é Oliveira Tresse (PSC). Ligado ao setor de transporte coletivo, ele deve mais uma vez focar a mobilidade urbana.

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A bancada da saúde perdeu os médicos José Laerte (PSDB), que assumirá a Secretaria de Saúde do Executivo, e José Tarcísio (PTC), mas manteve José Mansueto Fiorilo (PDT) e ganhou o também pediatra Antônio Aguiar (PMDB), que já esteve à frente do Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente da Prefeitura. Apesar de não ter formação na área da saúde, Chico Evangelista (PP) ainda levanta a bandeira, voltada também para as questões dos bairros.

Entre os vereadores que têm proximidade com os movimentos religiosos, a Câmara fica sem Carlos Bonifácio (pastor Carlos, PRB), mas ganha Nilton Militão (PTC) e André Mariano (PMDB), que é filho do pastor e ex-vereador tucano Mariano Júnior, além de Jucélio Maria (PSB), que milita na comunidade espírita e tem engajamento nos movimentos sociais, tendo atuado na Amac por 18 anos.

Além de Roberto Cupolillo (Betão, PT), com forte participação nos atos sindicais e reconhecimento pela luta em prol da educação, o setor também mantém como representante a professora Ana Rossignoli (Ana do Padre Frederico, PDT), que permanece como única legisladora mulher no município.

Vereador mais votado, Isauro Calais (PMN) continua a luta em defesa dos direitos dos consumidores e dos idosos. Outro que deve abraçar a causa da terceira idade é Aparecido Reis (PPS), também conhecido como Cido de Benfica, em referência a região da cidade que mais lhe garantiu votos. Além de Cido, os vereadores João Evangelista de Almeida (João do Joaninho, DEM) e Vagner Candido de Oliveira (PR), que é ex-prefeito de Chácara, também foram eleitos pela representação dos bairros, mas os dois tiveram como principal eleitorado a Zona Rural. Vagner, por exemplo, tem ligação com o Bairro Filgueiras, na Zona Nordeste, que é próximo da cidade vizinha onde atuou politicamente.

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Já Noraldino Júnior (PSC) havia anunciado tanto em campanha quanto após as eleições que vai seguir na mesma linha, com ações voltadas para a segurança, a juventude e o combate às drogas. Quem deve rever o posicionamento é Rodrigo Mattos (PSDB), que nos últimos quatro anos foi um dos principais interlocutores da Administração Municipal, por ser correligionário do próprio pai, o prefeito Custódio Mattos. Desta vez, ainda que integre a base governista, ele adianta que não vai se furtar do papel de fiscalizar o Executivo.

Um dos vereadores que talvez terá a tarefa mais árdua é Wanderson Castelar, na sua tentativa de moralizar a Câmara. O representante do Monte Castelo, na Zona Norte, não conseguiu ver aprovada a lei voltada para cortar os gastos com os penduricalhos, que envolvem o pagamento das reuniões extraordinárias, do 14º e do 15º salários. Porém, como, além do reforço de José Sóter Figueirôa (PMDB) – que vai para a Secretaria de Governo -, o projeto conseguiu apoio de Noraldino, é bem provável que a luta pró-moralização e transparência siga nesta legislatura.

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