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Copa do Mundo: consumo de energia tem queda média de 11% em jogos do Brasil

Copa do Mundo: consumo de energia tem queda média de 11% em jogos do Brasil

Foto: Pexels

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A demanda por energia elétrica no Brasil pode cair até 20% durante a próxima partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, marcada para segunda-feira (29), às 14h. A estimativa é da Gerência de Energia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os três últimos jogos do Brasil provocaram queda média de 11% na demanda por energia, em comparação com o consumo esperado para os horários das partidas. A redução foi de cerca de 9% no jogo contra o Marrocos, 10% contra o Haiti e 14% contra a Escócia.

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A queda no consumo não indica falta de energia. Segundo a Fiemg, o movimento está relacionado à mudança no comportamento da população durante os jogos da Seleção. Nesses períodos, indústrias reduzem processos, parte do comércio interrompe as atividades temporariamente e milhões de pessoas param suas rotinas para acompanhar a partida.

Além da redução durante o jogo, o setor elétrico também precisa lidar com a retomada rápida do consumo no intervalo e ao fim da partida. No confronto entre Brasil e Escócia, por exemplo, a demanda voltou a subir de forma intensa em poucos minutos.

Segundo o coordenador de Atendimentos e Negócios em Energia da Fiemg, o principal ponto de atenção está na velocidade com que o consumo volta a crescer. “No intervalo do jogo contra a Escócia, a demanda subiu quase 6 gigawatts em apenas 9 minutos. Para se ter uma ideia da dimensão, é como se o sistema tivesse que absorver, em poucos minutos, um volume de consumo próximo ao de um estado como o Rio de Janeiro.”

Após o fim da partida, a retomada foi ainda maior: quase 9 gigawatts em 18 minutos, algo comparável ao consumo de Minas Gerais. “Essas variações exigem uma resposta muito rápida da operação do sistema elétrico”, explica Pacata.

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Horário do próximo jogo influencia no consumo

A próxima partida traz um fator adicional para a operação do sistema: o horário. O jogo será disputado às 14h, período em que indústria e comércio costumam estar em funcionamento e que coincide com um dos momentos de maior geração de energia solar fotovoltaica no país.

“Desta vez, a partida acontece em um horário em que indústria e comércio normalmente estão em atividade. Com a parada para o jogo, a expectativa é de uma queda maior, podendo chegar a 20% da demanda. Ao mesmo tempo, o sistema terá alta geração solar. O desafio é equilibrar uma oferta elevada de energia com uma redução forte do consumo”, destaca Pacata.

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Quando a produção de energia supera o consumo em determinado momento, algumas usinas podem ter a geração reduzida ou ser desligadas temporariamente, conforme explica a Fiemg. A medida faz parte da operação do sistema elétrico e busca manter o equilíbrio entre produção e consumo, com segurança e estabilidade.

Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

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