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Desestatização da Copasa é concluída em cerimônia na Bolsa de Valores de SP; entenda

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Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

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O Governo de Minas concluiu o processo de desestatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Em cerimônia que marcou a conclusão, realizada nesta terça-feira (16), na Bolsa de Valores B3, em São Paulo, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD) declarou que a operação movimentou  R$8,38 bilhões e obteve “extremo sucesso” do ponto de vista do mercado financeiro.

Segundo avaliação do chefe do Poder Executivo mineiro, a companhia foi vendida por 380% a mais do valor que tinha na véspera das eleições de 2018. Simões também reforçou que os serviços prestados à população seguem normalmente, sem alterações nas tarifas ou na operação da companhia. Além disso, os municípios mineiros terão até setembro para fazer a adesão à nova Copasa.

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A mudança na composição acionária da empresa, segundo o governador de Minas, busca garantir a universalização de água e esgoto para mais de 600 municípios.

“Uma criança que nasce em uma comunidade onde há saneamento básico tem expectativa de vida oito anos maior do que aquela que nasce em uma comunidade sem saneamento. É essa melhoria que estamos promovendo com essa operação”, defendeu Simões.

Novo modelo da Copasa

Ao longo dos últimos meses, a desestatização vinha sendo estruturada, por meio de estudos técnicos, modelagem societária, procedimentos regulatórios e articulações político-institucionais. O modelo construído pretende, segundo divulgado, ampliar a capacidade de investimento da companhia e contribuir para universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário previstos pelo Novo Marco Legal do Saneamento.

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), Mila Corrêa da Costa, declarou que a conclusão do processo de desestatização reforça o compromisso da atual gestão com investimentos a médio e longo prazo na área de saneamento.

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“É um marco que vai produzir a melhoria da qualidade de vida dos mineiros”, defendeu.

O processo de oferta pública da Copasa movimentou R$8,38 bilhões. O Grupo Equatorial passou a deter 30% do capital total da companhia, em uma operação de R$5,59 bilhões. Investidores institucionais ficaram com 10,5% do capital, movimentando R$1,96 bilhão. Enquanto 4,5% do capital social foi detido por investidores do varejo, com movimentação de R$838,9 milhões.

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O Estado de Minas Gerais manteve participação de 5%, como também uma ação especial que garante poder de veto em decisões estratégicas relacionadas à empresa. Um acordo de acionistas com o Grupo Equatorial foi firmado para estabelecer regras de governança e acompanhamento estratégico da empresa.

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