
O Governador Romeu Zema (Novo) anunciou, nesta terça-feira (16), a aquisição de 500 aparelhos respiradores pelo Estado e a ampliação de leitos de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) em cidades do interior de Minas. O anúncio foi realizado durante entrevista coletiva virtual à imprensa, no início da tarde. De acordo com Zema, 420 equipamentos foram adquiridos por meio de uma ação do Ministério Público mineiro, através de ações compensatórias junto às empresas Vale e Samarco, que foram responsáveis pela compra dos aparelhos. Outros 80 respiradores foram recebidos do Governo federal.
“Alguns desses respiradores já têm destino, como 20 para Governador Valadares e Diamantina, que são duas cidades que carecem desses equipamentos e onde houve crescimento no número de casos. Estaremos ainda distribuindo os demais”, ressaltou o governador, acrescentando que dos 420 aparelhos adquiridos pelas empresas, 300 são equipamentos não invasivos e 120 invasivos, para procedimentos mais complexos. “Isso faz parte de nossa primeira leva de respiradores, pois já tínhamos anunciado a aquisição de 1.047 respiradores e, de certa maneira, hoje estamos entregando essa primeira leva”, pontuou.
Durante o seu pronunciamento, o governador também anunciou que o Estado está disponibilizando mais 79 leitos de UTIs para o interior de Minas Gerais. Os municípios beneficiados, conforme apontou Zema, são: Lavras, Itaúna, Ipatinga, Patrocínio, São Sebastião do Paraíso, Divinópolis, Ouro Preto, João Monlevade, Montes Claros, Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Unaí, Uberlândia, Barbacena, Teófolo Otoni, Salinas, Taiobeiras, Lagoa da Prata e Conselheiro Lafaiete.
“Com isso, o estado passa a contar com 2.964 leitos de UTIs. Anteriormente, eram 2.885. Hoje a situação da estrutura de saúde do estado é muito superior àquela que tínhamos há 90 dias, quando a pandemia chegou e se iniciou. De lá para cá, tivemos tempo de estruturar a saúde”, destacou Romeu Zema, completando que, em Belo Horizonte, houve também essa expansão de UTIs, com ampliação de leitos nos hospitais Júlia Kubitschek e Eduardo de Menezes. “Hoje o nosso número de UTIs ocupadas com portadores ou suspeitos de coranavírus é de 13,2% e não é mais um número tão confortável quanto o que tínhamos há cerca de 60 dias, que estava por volta de 5% e 6%, mas temos ainda um bom colchão de segurança”, avaliou.
Hospitais de campanha
Também durante sua fala, Zema destacou que o início das atividades do hospital de campanha tem alcançado uma grande repercussão, mas disse que ainda não é o momento. “Nós estamos ampliando, continuamente, os leitos de UTIs, e o paciente que entra no hospital é muito mais bem atendido e tem acesso a muito mais recursos do que teria em um hospital de campanha. Vale lembrar que em um hospital há toda uma estrutura de exames complementares, de acessos a recursos, que um hospital de campanha não tem”, ressaltou, enfatizando que o hospital de campanha, em Belo Horizonte, está apto a começar a funcionar tão logo seja necessário.
“Quero lembrar que a estrutura de saúde de Minas, principalmente, nos hospitais da Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) estão concentrados em BH e, historicamente, a capital sempre recebeu, até por causa dessa concentração, pessoas do interior. A alegação de que a capital está sobrecarregada não procede, pois isso é histórico. O SUS é anterior ao meu governo, e isso sempre foi prática”, asseverou o governador.
Aumento de óbitos
O governador Romeu Zema aproveitou o pronunciamento para dizer que Minas se encontra diante de uma notícia triste, já que o estado atingiu 502 mortes pelo coronavírus, e lamentou os óbitos. “Lamento muito e me solidarizo com as famílias dessas 502 vítimas”, ressaltou.
O governador encerrou sua fala lembrando que nos últimos 20 dias, Minas teve um aumento no número de casos da doença e de óbitos em algumas regiões, e que o Governo tem mantido diálogo com os municípios, a fim de minimizar a situação. “Nosso secretário de saúde tem conversado, constantemente, com os secretários municipais de saúde, com os prefeitos, solicitando medidas para que esse aumento seja revertido. Temos conseguido conduzir de forma muito satisfatória, mas lembro a todos os mineiros que não é hora de relaxar”.
Zema reiterou a importância do isolamento social. “Nós temos que manter o isolamento para aqueles que conseguem. Para aqueles que não podem ficar isolados, são necessárias as medidas de uso de máscara, de higienização, pois nós vamos ter que conviver com isso por ainda muitos meses. Mas, Minas continua sendo um estado que está conduzido isso de uma forma muito superior à média brasileira, pois a nossa taxa de óbito por cem mil habitantes é mais de nove vezes inferior do que a taxa de óbito do Brasil como um todo, uma diferença expressiva que atribuo à colaboração e ao comportamento dos mineiros.”
