As investigações sobre o latrocínio de um casal de idosos, de 75 e 76 anos, encontrados mortos a facadas dentro de casa, em Belo Horizonte, revelaram novas suspeitas contra a diarista indiciada nesta segunda-feira (13) pelo crime. Segundo a Polícia Civil, a mulher também é investigada por dopar e roubar outras quatro pessoas, que procuraram o Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) e relataram ter sido vítimas do mesmo esquema, baseado na sedação para facilitar o furto de bens e dinheiro.
De acordo com as investigações, a diarista, de 30 anos, decidiu cometer o crime antes mesmo de chegar ao apartamento das vítimas. No local, ela dopou o casal e, em seguida, desferiu golpes com um instrumento perfurocortante. Apesar de terem sido sedados, os idosos apresentavam marcas de defesa, o que indica que tentaram reagir ao ataque. A perícia também constatou que uma gaveta do imóvel havia sido revirada, e que telefones celulares e outros bens foram levados.
Suspeita ia fugir para o Sul antes de ser presa
Dois dias após o crime, que não apresentou sinais de arrombamento, a Polícia Civil concentrou as investigações em pessoas que tinham acesso autorizado ao edifício. Foi nesse contexto que a diarista foi localizada em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais, a cerca de 105 quilômetros de Belo Horizonte, onde estava hospedada com o filho, menor de idade. Ela foi presa em flagrante e, conforme as investigações, pretendia fugir para o Rio Grande do Sul.
Com a suspeita, os policiais apreenderam parte dos itens levados do apartamento de idosos. Outros materiais, entretanto, foram vendidos pela mulher. Ao todo, foram recuperados R$ 18,8 mil em dinheiro, celulares, joias e semijoias, embalagens de relógios e joias, bolsas, perfumes, roupas, óculos e uma faca. Também foram encontrados 165 comprimidos de um medicamento de efeito sedativo, que, segundo a investigação, era utilizado para dopar as vítimas.
Até o momento, a Polícia Civil afirma não ter encontrado indícios de que outra pessoa tenha participado diretamente do latrocínio do casal. No entanto, quatro pessoas foram indiciadas por receptação qualificada após adquirirem bens roubados pela diarista. Conforme a corporação, os próprios compradores procuraram o Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), acompanhados de advogados, e alegaram desconhecer a origem ilícita dos objetos. Apesar do indiciamento, caso sejam condenados, eles poderão ter a pena reduzida em razão do arrependimento posterior.

