O empréstimo consignado foi o assunto com mais reclamações recebidas pelo Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 2025. A modalidade respondeu por 206 registros, o equivalente a 7,29% de quase três mil denúncias feitas ao órgão ao longo do ano. Quando somadas às queixas sobre empréstimo pessoal, o percentual chega a 11,15%.
Na sequência, o cartão de crédito aparece com 194 reclamações, representando 6,86% do total. Em terceiro lugar, estão os descontos indevidos de associações de aposentados, que somaram 145 denúncias (5,13%). Também figuram entre os cinco segmentos mais citados pelos consumidores os eletrodomésticos e eletroeletrônicos, com 125 registros (4,42%), e o chamado “combo” de TV por assinatura, telefonia e internet, com 116 queixas (4,1%).
Além do ranking por assunto, os dados do Procon Assembleia indicam que as cobranças indevidas ou abusivas foram o principal problema relatado em 2025. Foram mais de mil reclamações desse tipo, cerca de 40% do total. Nesse grupo, também aparecem registros ligados a descumprimento de contratos, fraudes e atraso ou não entrega de produtos.
No recorte por empresas, o topo do ranking ficou com duas prestadoras de telefonia. Em seguida, aparecem Copasa, Banco BMG e Caixa Econômica Federal entre as companhias mais citadas pelos consumidores nas denúncias encaminhadas ao órgão.
Idosos são as principais vítimas de golpes
Além de reclamações contra fornecedores, o Procon Assembleia registrou denúncias de golpes financeiros, com maior número de vítimas entre pessoas idosas. Nesses casos, o encaminhamento é feito diretamente à Delegacia de Polícia de Defesa do Consumidor para investigação criminal.
O coordenador do Procon, Marcelo Barbosa, orienta familiares a redobrarem a atenção com ligações e mensagens recebidas por idosos, como SMS ou Whatsapp. Segundo ele, golpistas costumam se passar por funcionários de instituições financeiras, obtêm dados pessoais e provocam prejuízos em contas bancárias das vítimas.
“Nunca responda. Desligue o telefone ou apague a mensagem e bloqueie o remetente”, ensina Marcelo Barbosa.

