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Pedro Vianna se destaca no triathlon

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Correr, pedalar e nadar. Pelo nível extremo de exigência física, não é qualquer um que consegue completar um circuito de triátlon. Mas para o jovem Pedro Vianna, de 16 anos, é justamente por levá-lo ao limite que a prática se tornou tão interessante. “Pelo triathlon ser muito intenso, me atraiu muito”, explica, após passar alguns segundos refletindo sobre o que era tão magnético no esporte a ponto de ser o foco de sua dedicação diária. Ainda adolescente, Pereirinha, como ele é conhecido, dá os primeiros passos como atleta e já conquista resultados convincentes que o permitem sonhar. “A meta é essa: conseguir ir para as Olimpíadas de 2028”, diz.

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Fotos: arquivo pessoal

Morador do Bairro Poço Rico, na região Sudeste, o jovem afirma ter certa fixação pela prática esportiva. Antes de se dedicar ao triathlon, ele já havia praticado natação, handebol e futsal. “No futsal, eu estava tendo muita lesão, quase quebrei o tornozelo, aí dei uma desmotivada. Foi quando meu irmão começou a me botar para correr com ele”, conta Pereirinha, que carrega o apelido justamente por conta do irmão mais velho, Thiago Pereira, o “Peireirão”.

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Junto com o irmão, o jovem passou a treinar com a equipe VidaAtiva. “Quando eu entrei (na equipe), foi mais para ter uma noção, para não começar do nada. Eu comecei a treinar sério no começo deste ano, entre fevereiro e março. Foi quando começaram a ter algumas provas e eu passei a treinar mais”, lembra Pereirinha.

Hoje, a rotina é árdua para alcançar o alto nível. O garoto acorda às 5h para, às 6h, iniciar o treinamento com corrida ou bicicleta. Depois de um rápido descanso, o triatleta pratica natação e, em alguns dias da semana, ainda faz fortalecimento muscular na academia. Nas últimas semanas, a rotina tem sido apenas de repouso para se recuperar de um braço quebrado durante um treinamento. Apesar disso, ele garante que sente falta da rotina intensa. “Agora, que eu estou com o braço quebrado, sinto falta de acordar cedo e treinar”, afirma.

Destaque em competições

A primeira prova disputada pelo adolescente foi em fevereiro de 2020, em Juiz de Fora. Mas o início da trajetória do jovem em competições logo foi interrompida pela pandemia. Pereirinha chegou a ficar sem praticar esportes durante dois meses. Apesar de admitir um baque inicial pela parada, ele voltou gradativamente aos treinamentos.

Em 2021, o calendário de provas foi intensificado. e Pereirinha competiu em Vitória (ES) e em Lima Duarte, no Circuito La Carrera, no Autódromo Potenza. No evento, realizado em outubro, o jovem chamou a atenção ao ficar na segunda colocação, perdendo apenas para o experiente Guilherme Guido, triatleta carioca que é referência no esporte. “Fiquei 30 segundos atrás dele, o que, para mim, foi (um resultado) muito bom”, celebra o adolescente juiz-forano. “Eu estava esperando uma demora maior para conseguir chegar a este nível”, diz.

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A lesão sofrida durante um treinamento acabou impossibilitando a disputa da etapa do Campeonato Brasileiro de triátlon, em Brasília (DF), no último dia 5. A expectativa do jovem é retornar aos treinos em janeiro. Pereirinha espera disputar as etapas do Brasileiro, além de já ter na agenda a participação no Rio triátlon, em março.

‘A meta é chegar nas olimpíadas’

Precocemente competindo em alto nível e com a dedicação diária de quem tem sede de vencer, Pereirinha busca patrocínio para seguir atrás de seu maior objetivo. “Eu quero muito ir para as olimpíadas. Se tudo der certo, a meta é essa: conseguir ir para as Olimpíadas de 2028.”

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