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Por mais ídolos

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Muito se comentou sobre a forte imagem da fratura exposta na canela de Anderson Silva. Não sou daqueles que defende a proibição do MMA como esporte. Muito pelo contrário. O Spider é muito bem treinado, preparado (e remunerado) para fazer o que faz. Assiste quem quiser. Não é um esporte delicado? Não. Assim como Cocito, ex-volante do Atlético-PR, ou Márcio Nunes, que quase tirou a chance da torcida do Flamengo acompanhar o seu maior ídolo em campo, não eram. No automobilismo, já perdemos Ayrton Senna e agora corremos o risco de perder o sete vezes campeão da Fórmula 1, Michael Schumacher. A vida não é fácil, mesmo para quem tem muito talento.

Por outro lado, estamos naquela época em que todos prospectamos coisas para o próximo ano. Sinceramente, o que eu desejo para o esporte, além da recuperação plena do Spider e Schumi, é que mais ídolos, como eles, apareçam. Quem não se lembra do boom de tenistas (mesmo que amadores) após a Era Guga em 1997? Ou do sucesso do basquete quando Oscar Schimitt – outro grande exemplo de superação – ainda usava a camisa 14 da seleção? Alguém tem dúvidas de que a dimensão do vôlei nacional mudou após a geração de prata da década de 80?

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Em 2014, teremos uma Copa do Mundo de futebol no Brasil. É a grande chance de um jovem de Santos (SP), que hoje vive em Barcelona, se torne, de fato, um ídolo. Hoje, na minha humilde opinião, Neymar é craque. Amanhã, ele pode ser ídolo, herói, mito.

A idolatria esportiva é o ponto inicial para fomentar qualquer esporte. E o esporte é, sem dúvidas, um dos mais importantes instrumentos de inserção social. Dá disciplina, noção da importância da hierarquia e autoconfiança para os jovens. E são os jovens que mudam a realidade de qualquer sociedade. E uma sociedade melhor é tudo que queremos em 2014.

Feliz ano novo, com saúde, paz e tranquilidade, a todos!

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