
Após nove meses de planejamento com a nova gestão da equipe de futebol americano JF Imperadores, nasceu o projeto “Imperadores do Bem”, iniciativa que estimula parcerias entre o clube e instituições assistenciais de Juiz de Fora. Até o momento, duas ações voluntárias já foram feitas entre agosto e outubro, mobilizando parte dos 50 atletas do clube. O projeto deverá ser o início de uma série de medidas que estão no plano de expansão da atual gestão da agremiação juiz-forana.
Inicialmente, o programa foca em auxiliar ações próprias de associações da cidade que são parceiras do clube, disponibilizando como voluntários, a cada iniciativa, ao menos dez integrantes do time. O calendário de participações é definido de acordo com a disponibilidade de cada atleta e com os compromissos profissionais da equipe, que atualmente disputa a Copa Ouro.
O Instituto Aviva, que visa à inclusão de pessoas com deficiência, foi o foco das primeiras ações. O Educandário Carlos Chagas, que busca a integração social de jovens, e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) são outros parceiros do clube que receberão apoio o projeto. “Na primeira ação no Instituto Aviva, a gente fez uma atividade de goalball, um futebol adaptado para pessoas cegas”, explica o presidente e atleta do JF Imperadores, Marcos Nogueira. Os trabalhos não são focados na prática do futebol americano, a qual é utilizada apenas pontualmente como ferramenta para envolver os beneficiados, nas próprias sedes das instituições parceiras. Nesses casos, os atletas cedem seus equipamentos.
Clube autossustentável
Um dos entraves para o trabalho de base é a falta de uma estrutura própria do time que seja adequada para o treino de crianças e adolescentes. O campo em que a equipe profissional se prepara para as competições é perigoso para a prática dos jovens, de acordo com Marcos, e uma alternativa ainda é pensada para que seja possível dar início ao projeto.
A inclusão de estagiários em processo de formação em educação física é outro plano do clube para o próximo ano, o que já está sendo negociado com instituições juiz-foranas, conforme Marcos. “A gente tenta montar um clube que pensa no futuro. A nossa direção não é para sempre, então a gente quer que o clube consiga andar sozinho, só mude as pessoas que vão administrar”, afirma.
Com as novidades planejadas para 2019, o intuito é estabelecer a equipe no cenário esportivo da cidade, oferecendo uma alternativa a mais aos clubes de futebol e vôlei que já são tradicionais na região. “Que seja mais um atrativo para o público. O nosso evento é bem legal, tem apresentações nos intervalos, a gente faz sorteio de brindes, tem food truck, tem pipoca, pula-pula para criança”, descreve Nogueira. “A gente sempre tenta buscar algo para que o público esteja interagindo”.
