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Noite histórica para o handebol

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Quem for hoje ao Ginásio da Faculdade de Educação Física e Desportos (Faefid) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) para acompanhar a estreia da Associação Desportiva Juiz de Fora (ADJF)/MRS Logística na Liga Nacional de Handebol Masculino vai testemunhar a história sendo feita. O jogo contra os paranaenses do Unimed/UEM/Maringá, às 21h, pela primeira rodada do grupo A da maior competição da modalidade no país, terá entrada franca e será a materialização de um sonho que começou há 17 anos.

A equipe local entra em quadra com um grupo formado por jogadores que já estão no projeto há alguns anos, como o pivô Gláucio, os armadores esquerdos Guilherme e Felipe; o armador central Evandro e os goleiros Plínio e Eduardo; além de reforços vindos de equipes de várias regiões do país, como o goleiro Joca (Português/Aeso-PE), os armadores direitos Nailson e Tarcísio (Português/Aeso); o armador central Welton (Português/Aeso); os pontas-direitas Jacaré (São Caetano) e Romário (Caic-PI); os pontas-esquerdas Elias Júnior (Santos) e Luiz (Sinop); e o pivô Paulão (Caic-PI). O grupo já teve seu primeiro desafio na última semana, quando ficou com o vice-campeonato da Copa Brasil de Handebol, disputada em Serra, no Espírito Santo.

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Mas na Liga Nacional, como explica o técnico da ADJF, Carlos Dias, o pouco entrosamento pode pesar em um grupo com bons valores. O ideal seria ter feito uma pré-temporada, mas isso não foi possível por conta do calendário apertado pela Copa. Conseguimos em um período curto, próximo à competição, firmar parcerias que nos proporcionaram a montagem do elenco. Agradecemos a todos eles e podemos citar o Clube Português/Aeso, atual campeão brasileiro, que nos cedeu quatro atletas, todos com passagem por Seleção Brasileira, além da vinda do Nailson, reconhecido não só na quadra como no beach handebol, no qual ele é um dos melhores do mundo. Teremos em quadra também remanescentes das campanhas dos últimos anos, gente que cresceu aqui no projeto como o Guilherme, além do Gláucio, um jogador de muita raça e determinação, daqui de Juiz de Fora e que vai ser o maior representante desse sonho que se torna realidade, afirma Dias.

Classificação

A Liga será disputada por 11 times divididos em duas chaves. Além da ADJF e de Maringá, o grupo A tem os paulistas Metodista/São Bernardo/Besni e São José Handebol, além dos catarinenses do Aceu/Univali/FME/Balneário Camboriú e dos gaúchos do ASH/Praxis/A.S./Santa Maria. No B estão os paulistas TCC/Unitau/Fecomerciários/Taubaté e Esporte Clube Pinheiros, com os cariocas do Vila Olímpica Manoel Tubino/FAB, os capixabas do Força Jovem/Colatina e os catarinenses do ADI/FME/Itajaí. Depois de jogos de turno e returno dentro das chaves, os quatro melhores avançam às quartas de final, se enfrentando em cruzamento olímpico em partidas na casa dos melhores colocados. Já as semifinais e a final serão disputadas em formato e datas ainda a serem definidas pela Sportv, emissora detentora dos direitos de transmissão da disputa.

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Segundo Dias, o objetivo dos locais é tentar beliscar a classificação. A entrada na Liga já é uma vitória, pois ela acontece por convite da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), feito somente a quem demonstra potencial para compor uma competição forte. Tivemos a sorte de cair em uma chave que nos permite sonhar em nos classificarmos para a segunda fase. Vamos buscar isso. Hoje o Maringá é favorito, e o que nós vamos usar a nosso favor é que eles não nos conhecem. Como é um jogo de início de temporada, se fizermos uma partida equilibrada, existe a chance de ganhar, acredita.

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