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Desimpedida na banheira Especializar-se é preciso

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Quem já assistiu a treinos de futebol ou tem o costume de acompanhar o dia a dia dos clubes pelos noticiários especializados com um pouco mais de atenção sabe que os goleiros são os primeiros a entrar no campo de treino e os últimos a sair. Eles fazem trabalhos técnicos e físicos específicos com um preparador especializado – normalmente um ex-goleiro que estudou e se preparou para o cargo. O resultado é visível. A evolução dos goleiros e a queda na média de gols nos campeonatos nos últimos anos é inegável. Grandes defesas, saídas de bola cada vez melhores com mãos e pés e disputas acirradas por posição já são tão corriqueiros que ninguém mais se lembra como era antes.

Os treinadores de ponta – e não estou falando dos brasileiros, mas dos Mourinhos, Van Gaals e Ancelottis – também correram para o banco de escolas, universidades e para os livros, vídeos e demais recursos disponíveis. O resultado é uma gigantesca evolução técnica e tática pelo mundo, deixando os brasileiros destronados.

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Se faltassem argumentos teóricos – o que não é o caso -, a prática prova que a evolução do futebol está, também, fora das quatro linhas. E não falo de cartolagem, investimento ou bastidores. É preciso que os treinadores e dirigentes espelhem-se nos goleiros e apostem na especialização. Quem dera os clubes agregassem a suas comissões técnicas preparadores de zagas, de laterais e de atacantes. Certamente assim teríamos um espetáculo ainda mais sensacional e apaixonante.

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