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Os pés pelas mãos

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Melhor é a Copa do Brasil

Após dez anos de Campeonato Brasileiro em pontos concorridos, não tenho receio em classificar o formato importado da Europa como insosso. Chato. Respeito os defensores do modelo, todavia considero balela o argumento de que nesta fórmula o melhor é premiado. O atual torneio nacional é longo e pouco atrativo, o que provoca média de público muito abaixo das médias históricas. A sensação de novidade provocada pelas arenas reformadas ou construídas para a Copa até amenizaram o esvaziamento, seduzindo outros perfis de torcedores. Entretanto, não parece ser tendência perene. Nesse cenário de pasmaceira do principal certame do país, que passou a ser encarado como caminho para a incensada Libertadores, a nova Copa do Brasil aparece como um bálsamo.

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Nunca imaginei que diria isso um dia, mas os sempre conservadores e corruptíveis cartolas que comandam a retrógrada CBF marcaram um gol de placa quando definiram o novo modelo para Copa do Brasil. Devolver à competição as melhores equipes do momento, envolvidas com a Libertadores, alavancou o nível do certame. Dividir as fases ao longo do ano, de forma que o campeão só seja conhecido no final da temporada, foi golpe de mestre. Não há mais aquela história de se priorizar um torneio ou outro. Aliás, mantido o modelo do Brasileirão, atrevo-me a dizer que, em um futuro próximo, a Copa será o maior torneio do país. Quem assistiu ao duelo entre Flamengo e Cruzeiro vai entender bem o que digo. Futebol se resume mais à emoção do mata-mata do que à matemática fria dos pontos corridos.

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