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Na orelha da bola: quem esperava?

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Quem esperava?

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O Campeonato Brasileiro recomeçou quente na noite de ontem.

 

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Quem esperava uma vitória razoavelmente tranquila do Atlético sobre a Ponte Preta se surpreendeu com o empate conquistado pelo bravo time campineiro. Sem golaço de Ronaldinho Gaúcho, sem gol feio de Jô, Cicinho foi quem brilhou. Não aquele Cicinho selecionável, hoje no Sport. Outro Cicinho, também lateral, o que ontem estava com a Macaca, mas amanhã pode estar na Europa.

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Quem esperava mais um passeio de Neymar na Vila Belmiro caiu do cavalo com a acachapante vitória do Bahia do técnico Jorginho, um inapelável 3 a 0 que equivale a um banho de água fria na reação do Peixe, proporcionado pela bela atuação do quase sempre letal Souza Caveirão. Bobeou, ele pimba. Ou ajeita para alguém pimbar.

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Quem esperava o Palmeiras começar melhor o returno e, quem sabe, espantar a ameaça de rebaixamento, viu o Verdão levar uma sova da Portuguesa, a cada rodada menos candidata à Segunda Divisão. O mesmo não se pode falar do Porco, que corre sério risco de, como se fosse vaca, ir pro brejo com Felipão e tudo.

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E quem esperava que o Fluminense se aproveitasse do tropeço do Galo (não era isso que o torcedor tricolor esperava há tantas rodadas?) deu com a cara na porta fechada pelo golzinho do Emerson Sheik. O Sheik, aquele, maldoso como sempre, pisando de forma covarde em jogadores adversários sempre que possível. O Sheik, aquele que saiu do Fluminense depois de cantar o hino do Flamengo na concentração.

 

 

E para o Sport vencer o Flamengo hoje em Volta Redonda e o Botafogo bater o São Paulo no Morumbi, pouco custa. Porque de normal, ontem, teve vitória do perigoso time do Grêmio sobre o Vasco, a do Coritiba sobre o inofensivo Internacional e a do admirável Náutico sobre o Figueirense.

 

 

De resto… quem esperava?

 

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