Sabe pra quê serviu a rodada de ontem?
A rodada do Brasileirão iniciada ontem serviu para um monte de coisas. Serviu para queimar a língua do meu amigo Ricardo Miranda, que no sábado, nesta mesma Tribuna, questionava por onde andava o futebol dos camisas 10 do campeonato (mesmo que não joguem com a 10). A resposta veio no sábado mesmo: Ronaldinho Gaúcho gastou a bola, Montillo arrebentou, e no domingo D’Alessandro brilhou pelo Internacional e Conca garantiu o Fluminense. Ontem, repeteco. Em São Januário, Montillo deu um drible desmoralizante no vascaíno Dedé, que já valeria o gol, e depois vazou Fernando Prass. Na Arena do Jacaré, Ronaldinho xingou, bateu, tomou cartão, pediu a bola, fez dois gols, assumiu a artilharia do Brasileirão e garantiu a virada do Flamengo sobre o América-MG. Está oficialmente liberado para cair na balada de novo, porque quando ganha ninguém reclama.
A rodada serviu para confirmar também que Vanderlei Luxemburgo está de volta à sua melhor forma. Depois de campanhas acanhadas por Atlético-MG, Palmeiras, Santos, o técnico perdeu um único jogo no comando do Flamengo este ano e, o que é mais importante: em várias oportunidades, como ontem e no último sábado, suas alterações no segundo tempo foram determinantes para a vitória rubro-negra.
A rodada serviu ainda para confirmar que Joel Santana é o Rei do Rio. Multicampeão carioca, o Natalino chegou ao Cruzeiro para treinar seu primeiro time mineiro na vida e, em sua estreia contra um escrete fluminense, logo encaçapou o Vasco por um retumbante 3 a 0 dentro do São Januário que conhece tão bem. Pela familiaridade que tem com a matéria, não será surpresa se ganhar um Carioca particular dentro do Brasileirão.
A rodada serviu ainda para aumentar a desconfiança sobre Rogério Ceni. Se continuar comendo um frango atrás do outro, vai virar o cartola que tanto deseja antes do previsto…
