Pelas máscaras
Sei que a opinião é polêmica, mas não concordo com a possibilidade de veto às máscaras da morte no jogo de hoje entre Galo e Tijuana, no Independência. Futebol é alegria, paixão, irreverência. Há tempos não vejo uma mobilização tão inusitada quanto essa ideia de levar máscaras do filme Pânico para complementar o canto caiu no Horto, tá morto.
Num jogo em clima de festa, os torcedores irão utilizar a máscara para fazer o show. O uso é tão lúdico quantos as flanelas que a torcida do Cruzeiro levou ao Mineirão para ironizar o rival que guardou a vaga para a Libertadores no Brasileirão de 2010. Futebol é também brincadeira, gozação. A graça do esporte está na rivalidade, desde que seja utilizada de forma sadia e sem violência.
A alegação dos contrários ao rosto do pânico é que a máscara daria anonimato a algum criminoso que praticasse algum tipo de contravenção no Horto. Acredito que ninguém vai utilizar deste artifício para danificar o estádio. O jogo é de torcida única. E, se quebrar, o prejuízo será do próprio Atlético, já que o Independência é, hoje, a casa do Galo. Confusões geram perda de mando de campo e o Independência vem sendo uma das armas do Atlético na Libertadores.
Mais do que isso, se os arruaceiros fizerem algo, a função da Polícia Militar é coibir qualquer tipo de violência. O que não pode é que, por causa de alguns, a festa da torcida seja vetada. A PM deve revistar minuciosamente todos os mascarados antes de eles passarem pelas bilheterias. Os militares estão no estádio para evitar excessos, coibir a violência – e não a festa -, tanto é que, no fim da tarde, as máscaras foram liberadas.
***
Não posso deixar de criticar o pasto da Vila Olímpica do Boqueirão – estádio usado por Paraná e Atlético- PR enquanto o gramado da Vila Capanema não fica pronto, e onde Furacão e Cruzeiro empataram ontem. É uma vergonha duas equipes da série A disputarem um jogo num campo daqueles. E a gente ainda escuta críticas ao gramado do Mário Helênio… Brincadeira.
