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Na mira dos estrangeiros

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O ano-novo está batendo à porta e deve ser de respostas importantes para as pretensões juiz-foranas de participar de forma efetiva da Copa do Mundo de 2014, que será disputada no Brasil, e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Por meio da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), a administração municipal nunca escondeu o anseio de abrigar delegações estrangeiras durante as principais competições esportivas do planeta. Apesar da estratégia de trabalhar em silêncio, Renato Miranda, titular da pasta, assume que os dois projetos estão bem encaminhados.

No caso da Copa, o secretário revela que já foi feito um contato inicial com o representante de uma confederação estrangeira que esteve no Mundial da África do Sul, em 2010. Apesar de desconversar sobre a nacionalidade do dirigente, Miranda afirma que ele visitou o Haras Morena, em Matias Barbosa (a candidatura é uma ação bilateral em parceria com o empreendimento, que está sendo remodelado para se tornar um hotel de luxo), conheceu a estrutura esportiva juiz-forana e sobrevoou a cidade. "Foi um primeiro contato, porém, muito positivo. Sabemos que esta escolha só será definida mais à frente e passará pelo consenso entre dirigentes e comissão técnica de cada confederação. Estamos trabalhando para agradar a todos, aumentando nossas possibilidades."

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Outra novidade é que já existe um acordo com uma empresa italiana, ligada ao ex-zagueiro Aldair, com passagens por Flamengo e Seleção Brasileira, que deverá fazer a prospecção da cidade junto a outros países. "Eles apresentarão nosso projeto às confederações dos Estados Unidos e da Rússia. Novamente, serão contatos iniciais. Estamos abrindo o leque de possibilidades, sem fechar as portas a ninguém. Juiz de Fora tem uma forte ligação com a Alemanha, por exemplo, e também estamos abertos à oportunidade de receber a equipe de lá, que tem grande tradição no futebol mundial."

Apesar de já ter iniciado breves contatos com possíveis candidatos a se hospedar e utilizar a estrutura local durante a Copa, Miranda reitera que a cidade está trabalhando para cumprir todas as exigências da Fifa. O objetivo é estar presente em uma espécie de catálogo que a entidade irá divulgar, indicando os municípios que se adequam melhor aos padrões internacionais como potenciais Centros de Treinamento de Seleções (CTS) ou basecamps. A presença no livro, entretanto, não seria uma garantia concreta, já que a escolha é privada e cabe exclusivamente a dirigentes e comissão técnica de cada seleção, que podem, inclusive, optar por uma localidade que não figure entre as indicadas. "Para o ano que vem, estamos preparando ações mais ostensivas para revigorar nossa candidatura, e podem acontecer visitas a outros países."

‘Expectativa para Rio 2016 é ainda maior’

Se as primeiras sondagens com os países que podem se estabelecer na cidade durante a Copa de 2014 já começaram, o cenário para receber uma delegação estrangeira durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro também é positivo. "Em relação aos Jogos Olímpicos, a expectativa é até um pouco maior. O leque se amplia. Podemos receber toda a delegação de um país ou federações de determinada modalidade. As disputas estarão concentradas no Rio de Janeiro, e alguns países devem se estabelecer em cidades próximas para um período de aclimatação."

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Da mesma forma que trabalha para se tornar um CTS na Copa, a Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) busca se adequar às exigências do Comitê Olímpico Internacional e figurar em um livro que a entidade irá publicar, indicando as cidades que poderão receber delegações estrangeiras durante os Jogos do Rio.

"Ao contrário da Copa, quando a publicação é apenas uma orientação, nas Olimpíadas os países só poderão escolher entre aqueles municípios presentes neste livro. Será feito um contrato, e a cidade deverá até ser paga por isso. A previsão inicial é de que este livro seja publicado ainda em janeiro, mas acredito que possa sofrer um atraso. Quem estiver dentro, fatalmente participará de alguma maneira dos Jogos do Rio", explica o secretário de Esporte e Lazer, Renato Miranda.

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A confiança do secretário no sucesso da empreitada é grande e justificável. "Das sete etapas para a escolha das cidades, já fomos aprovados em cinco. A sexta é aguardar o lançamento da publicação, e a sétima, a assinatura do contrato."

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