
Thiagus Petrus em ação pelo Pinheiros
As equipes masculina e feminina da ADJF, que representam o handebol de Juiz de Fora, iniciaram na última quarta-feira a disputa da Etapa Microrregional Sudeste B dos Jogos do Interior de Minas (Jimi) como atuais campeões e francos favoritos. Porém, o sucesso da modalidade na cidade vai além das divisas do estado. Prova disso, é o reconhecimento obtido pelo armador esquerdo Thiagus Petrus, hoje atleta do Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo, e pré-convocado para a Seleção Brasileira permanente que se prepara para disputar os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, que começa no dia 14 de outubro.
Aos 22 anos, o jogador revela que sua carreira deu uma guinada em 2010. "Fui convocado pela primeira vez para a Seleção adulta e fiz parte da equipe que ganhou o ouro nos Jogos Sul-Americanos de Medelín (Colômbia) e a prata no Pan-Americano de Seleções do Chile. Pelo Pinheiros, fomos bicampeões paulistas, tetracampeões da Liga Nacional e tetracampeões paulistas sub-21."
Os saltos, bloqueios e arremessos de Thiagus entre os principais atletas do handebol brasileiro continuam rendendo bons frutos na atual temporada. No último dia 9, o atleta ajudou o Pinheiros a conquistar o Campeonato Pan-Americano de Clubes, disputado em São Bernardo (SP), ao bater o Unopar Sercontel/Londrina por 33 a 22. "Garantimos uma vaga no Mundial de Clubes (Super Globe), que será realizado entre 14 e 18 de maio, em Doha, no Qatar." Porém, o armador admite que enfrentar as principais equipes do planeta será um desafio difícil. "Serão oito equipes, em uma competição de alto nível. Os times europeus são favoritos. Por lá, o handebol está um nível acima."
Além do Mundial de Clubes, a agenda esportiva de Thiagus está lotada até o final do ano. Além dos treinamentos com a Seleção Brasileira permanente, pelo Pinheiros o jogador disputará os campeonatos Paulista e Nacional. "Vamos chegar fortes nas duas competições para defender nossos títulos."
Adaptado
Thiagus Petrus garante estar adaptado à rotina acelerada da cidade de São Paulo. "Estou aqui desde 2007. Quando cheguei, tinha 18 anos. Levei um susto, mas já me acostumei com a vida paulistana." Entretanto, o armador faz questão de não se esquecer de suas origens. "Sempre que posso, vou a Juiz de fora para visitar a família e os amigos que jogavam handebol comigo."
O juiz-forano acredita no crescimento da modalidade no Brasil. "As Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, e a criação desta Seleção permanente, que é uma coisa inédita, irão contribuir para a evolução do esporte." Mesmo assim, o armador, que cursa administração de empresas, admite que não é fácil viver do esporte. "Hoje, vivo do handebol. Mas, no amador, não há como juntar dinheiro. Por isso, estou terminando minha faculdade este ano."

