
Ex-técnico do Villa Nova está analisando a proposta
O alvo do Tupi para ser seu comandante na próxima temporada tem nome e sobrenome: Alexandre Barroso, de 50 anos. Dirigentes do clube juiz-forano estiveram em Belo Horizonte neste fim de semana e se reuniram com o treinador no domingo (27) para iniciar as negociações. Oficialmente ainda não há confirmação das tratativas, mas a proposta do Carijó já está com o técnico, e os diretores aguardam uma sinalização dele para voltar à capital mineira em busca de fechar contrato.
A principal dificuldade para a contratação de Alexandre para o próximo ano seria a parte financeira. Valorizado pelo bom trabalho à frente do Villa Nova no Campeonato Mineiro deste ano, do qual participou das semifinais, o treinador é pretendido por outros clubes do estado e tem patamar salarial considerado alto para os padrões do time juiz-forano. Com a situação financeira delicada, o Carijó tem pouca margem para negociar.
Mesmo sem confirmar oficialmente a negociação com Barroso ou falar em valores, o vice financeiro do Tupi, Cloves Santos, afirmou que o clube não pode pagar um salário alto a seu novo treinador. "Atualmente só podemos propor a quem vier o que já propusemos ao Felipe (Surian, ex-técnico do Carijó que se desligou do clube na última semana e vai treinar o Anápolis, de Goiás). Tentamos cativar pelo projeto, pela projeção que o clube proporciona e pelas competições que temos pela frente. Para aumentar o valor da remuneração do treinador, temos que fazer uma composição diferente, arranjar parceiros. Por enquanto, contamos é com nosso poder de convencimento para atrair os profissionais mesmo", explicou o dirigente.
Alternativa
Barroso é um sonho antigo da diretoria do Tupi, que mantém contato com o treinador há cerca de três anos. Na saída de Ricardo Drubsky do clube, após a conquista do Campeonato Brasileiro da Série D de 2011, seu nome era o preferido para assumir o time. Mas, assim como na atual negociação, o aspecto financeiro pesou, e o escolhido para o cargo foi Alexandre Grasselli, depois substituído por Moacir Júnior ainda durante o Campeonato Mineiro daquele ano. Prevendo um possível impasse, a cúpula do Carijó já trabalha com uma alternativa caso Barroso não seja contratado. O nome do gaúcho Amauri Knevitz, 54 anos, com passagem pelo futebol mineiro entre 2008 e 2009 no comando do extinto Ituiutaba, também é trabalhado pelos diretores paralelamente à negociação com Barroso.
Quanto à formação do elenco, o diretor-executivo de futebol do Tupi, Alberto Simão, havia previsto para esta segunda a divulgação dos primeiros nomes. Mas a negociações com os atletas não foram finalizadas, e o dirigente preferiu não antecipar a divulgação das contratações. "Temos conversas bastante adiantadas e até alguns acertos verbais. Mas prefiro não falar ainda, pois não há nada assinado. Enquanto isso não acontecer, não iremos divulgar oficialmente quem estamos contratando", disse.

