Não vale a pena
Aúltima quinta-feira foi marcante não só para os torcedores carijós, mas também para todos os amantes do futebol. A eliminação da Aparecidense da Série D do Campeonato Brasileiro, que infelizmente ocorreu no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (deveria ter sido no campo, com o Adê, como destacou na edição de ontem da Tribuna o colega Renato Salles), é positiva para o esporte e dá uma grande lição de moral. Além de criar uma jurisprudência para evitar que outros Romildos apareçam nos campos espalhados pelo Brasil, ela prova mais uma vez aquilo que todas as pessoas de bem sabem: a trapaça, o jogo sujo, as atitudes antiéticas não dão resultado. Não vale a pena fazer isso.
A Aparecidense perdeu na bola. Apelou na Justiça, e o sacode foi maior ainda: 3 a 1 no primeiro tempo e 6 a 0 na segunda etapa, no STJD. Quem ouviu a atuação do advogado contratado pelo Carijó, Mário Bittencourt, poderia dizer que ele merece a camisa 10 da seleção do Direito. No Tribunal, ele só não entrou com bola e tudo porque teve humildade, como diria o grande Jorge Ben.
Voltando à Aparecidense, ontem uma notícia chamou minha atenção e me obrigou a fazer uma reflexão . De acordo com a imprensa goiana, os funcionários e todos da comissão técnica e jogadores tiveram os contratos rescindidos. Estão na rua, amigos. Ou seja, toda a catimba apresentada no dia 7 de setembro no Estádio Radialista Mário Helênio durante o segundo tempo do jogo, a cera e as duas defesas de Romildo Fonseca da Silva, o Esquerdinha, foram em vão.
O ditado popular afirmaria que o crime não compensa. Minha avó diria que Deus castiga. Nesse momento, eu gostaria apenas de falar o seguinte para o Esquerdinha: não vale a pena.
