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Os clássicos na vida privada

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Jogos de futebol sempre despertam emoções em quem gosta de esporte. Clássicos então, costumam fazer aflorar nos mais fanáticos comportamentos e paixões que nem mesmo eles poderiam pensar que existiam em algum lugar de seu coração. Afinal de contas ganhar é sempre bom, mas, quando seu arquirrival é o derrotado, o sabor do triunfo fica mais doce.

Este ano, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu usar a rivalidade entre as principais equipes do país para garantir a emoção na última rodada do Campeonato Brasileiro. Por tabela, a série de jogos deste fim de semana, idêntica à programada para acontecer nos dias 3 e 4 de dezembro, também é composta pelos confrontos regionais mais apimentados.

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Ontem, estiveram frente a frente tricolores e botafoguenses, e atleticanos (os do Paraná) e coxas-brancas. Hoje ainda vão se encarar corintianos e palmeirenses, santistas e são-paulinos, gremistas e colorados, vascaínos e flamenguistas, atleticanos e cruzeirenses, além de se confrontarem figueirenses e avaianos. Cada um lutando por um objetivo diferente no Brasileiro, mas todos com um só pensamento: derrotar o arquirrival.

Se a rivalidade é o que esquenta a rodada, o coração do torcedor é que se aquece. Por trás de cada rosto e cada camisa, sentimentos de prazer, tensão, apreensão, alegria e tristeza desfilam, tornando ainda mais especiais esses confrontos.

Assim, a Tribuna decidiu ir atrás de algumas histórias peculiares, que dessem um pouco da medida de como um embate entre rivais, para eles sempre épico, pode mexer com a cabeça e o comportamento dos torcedores. Nos relatos dessas duas páginas, os fãs de futebol mostram que, de diversas formas, um clássico sempre é especial.

 

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Botafogo 2 x 1 Fluminense

O Botafogo foi mais time e venceu o Fluminense por 2 a 1 na noite deste sábado, no Engenhão. Depois de ver o Flu abrir o placar com Fred, o Alvinegro marcou com Elkeson e Lucas e assume a terceira colocação provisória do Campeonato brasileiro, com 34 pontos. O Flu cai para décimo com 25 pontos.

As duas equipes voltam a campo na próxima quarta-feira, na primeira rodada do segundo turno, e não terão vida fácil. O Bota joga em casa contra o Palmeiras, enquanto o Flu visita o São Paulo, no Morumbi.

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O clássico deste sábado, se não foi um espetáculo de futebol, proporcionou às duas torcidas um show de emoções num duelo muito movimentado.

No primeiro tempo, o Botafogo dominou o jogo. Com uma formação ofensiva, a equipe de Caio júnior encurralou o Flu, que errava muitos passes e se limitava aos contra-ataques, muitas vezes com perigo.

O Alvinegro começou assustando logo aos 7, na cobrança de uma falta, quando Elkeson soltou uma bomba que Cavalieri afastou.

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Aos 14, Maicosuel fez grande jogada na entrada da área e enfiou para Loco Abreu. O uruguaio tentou de primeira mas chutou fraco e para fora. No minuto seguinte, foi a vez de Elkeson receber na frente e chutar cruzado, novamente pela linha de fundo.

Mais organizado e jogando em velocidade, o Bota chegou mais uma vez aos 19. Maicosuel tabela com Herrera mas conclui mal e facilita a defesa de Cavalieri.

O Fluminense teve uma boa oportunidade aos 36, quando o argentino lanzini lançou Fred por cima da zaga e o atacante dividiu com Jéfferson e quase abriu o placar.

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O Tricolor se animou no final da primeira etapa. Aos 39, na base do chuveirinho na área, a bola acabou sobrando para Diogo na meia-lua. O volante arriscou mas mandou para fora.

Se o primeiro tempo foi movimentado, faltaram os gols. Mas a bola na rede estava reservada para o segundo tempo. O Flu voltou mais ligado e tentava dominar a posse de bola, enquanto o Bota passou a explorar mais os contra-ataques em velocidade.

E foi o Flu quem saiu na frente, aos dez. Escanteio cobrado, a defesa ficou olhando e Fred subiu sozinho para cabecear no canto e vencer Jéfferson: 1 a 0.

Mas não deu tempo para comemorar. Um minuto depois, Elkeson fez grande jogada pela direita e empatou. O ex-atacante do Vitória partiu em velocidade, deu um corte no zagueiro, entrou na área e bateu de canhota no canto direito de Cavalieri.

O Flu, que já tinha problemas para se organizar em campo, sentiu o gol, e tomou a virada aos 18. Loco Abreu puxou o contra-ataque e acionou Lucas pela direita. O lateral entrou na área e chutou forte e cruzado: 2 a 1.

Com a virada, o Flu jogou na base da vontade em busca do empate. O técnico Abel colocou Martinuccio e Ciro emm campo para tentar o gol, mas deixou a retaguarda desguarnecida. O Bota continuou explorando os contra-ataques e poderia ter ampliado se se aplicásse um pouco mais.

Aos 29, Elkeson rouba a bola no meio e arrisca de longe, mas a bola vai para fora. Aos 36, foi a vez de maicosuel desperdiçar de cabeça e também mandar para fora, por cima do gol.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE-RJ 1 X 2 BOTAFOGO-RJ

Local: Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 27 de agosto de 2011 (Sábado)
Horário: 18h(de Brasília)
Renda: R$ 437.755,00
Público: 17.627 pagantes (22.762 presentes)
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)
Assistentes: Rodrigo Pereira Joia (Fifa-RJ) e Ediney Mascarenhas (RJ)
Cartões amarelos: Márcio Rosário, Fred, Rafael Moura, Edinho (Flu)
Gols:
FLUMINENSE: Fred, aos 10min do 2o tempo
BOTAFOGO: Elkeson, aos 11, Lucas, aos 18min do 2o tempo

FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Mariano, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Diogo (Martinuccio), Edinho, Souza (Ciro) e Lanzini; Rafael Moura e Fred
Técnico: Abel Braga
 

Flamengo x Vasco

Depois de muito tempo Flamengo e Vasco voltam a fazer um clássico realmente relevante na luta pelo título do Campeonato Brasileiro. O duelo acontecerá hoje, às 16h, no Engenhão, pela 19ª rodada e colocará frente a frente duas equipes que estão na parte de cima da tabela de classificação e com chances reais de conquistar o título simbólico do primeiro turno. Ingredientes que apimentam ainda mais a grande rivalidade entre os clubes.

"Esse é um jogo temperado por si só, mas, com a pontuação das duas equipes, logicamente que ganha ainda mais importância. Os jogadores vivem mesmo o clima por conta da rivalidade e da necessidade de vitória", disse Vanderlei Luxemburgo, técnico do Flamengo.

Pelo lado do Vasco, Ricardo Gomes pretende apenas deixar a euforia de lado para que seus jogadores não venham a sofrer prejuízos. Os torcedores estão vivenciando muito o clima do clássico, e o treinador não quer que isso afete seus comandados. "A torcida pode ficar eufórica, pois o Vasco conquistou a Copa do Brasil, está bem na Copa Sul-Americana e vem dando sinais de que pode lutar até o fim pelo título do Campeonato Brasileiro. Mas a euforia deve ficar do lado de fora do gramado. Meus jogadores não podem se envolver com isso", disse Gomes.

No Flamengo, o meia Thiago Neves, com lesão na coxa direita, fica de fora. A tendência é que Vanderlei Luxemburgo mexa o menos possível no time, mantendo argentino Bottineli no meio de campo. No Vasco, o zagueiro Anderson Martins, recuperado de contusão, volta, compondo o setor com Dedé e deixando Renato Silva como opção no banco de reservas. Livre de dores no tornozelo esquerdo, o lateral-esquerdo Julinho vai a campo. O único desfalque é o meia Felipe, que sofreu uma lesão no menisco do joelho direito e teve que passar por cirurgia.

Engenhão – 16h

FLAMENGO

Felipe; Leonardo Moura, Alex Silva, Welinton e Junior Cesar; Willians, Luiz Antônio, Renato Abreu e Bottineli; Ronaldinho Gaúcho e Deivid

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

VASCO

Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Julinho; Jumar, Rômulo, Juninho Pernambucano e Diego Souza; Eder Luis e Alecsandro

Técnico: Ricardo Gomes

Árbitro: Péricles Bassols Cortez (RJ)

 

Atlético-MG x Cruzeiro

Os principais rivais de Minas Gerais não vivem um bom momento no Campeonato Brasileiro. Mas tudo pode mudar com uma vitória no clássico de hoje, às 18h, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. O Atlético-MG não vence há oito jogos, enquanto o Cruzeiro triunfou apenas duas vezes nas últimas sete em que entrou em campo.

Em melhor situação, o time celeste tem 24 pontos. O técnico Joel Santana evitou definir a escalação com antecedência e deixou os torcedores cheios de dúvidas. Dudu e Anselmo Ramon brigam por uma vaga ao lado de Wellington Paulista no ataque, enquanto Charles foi utilizado no meio de campo na ausência de Roger.

"Se vai ter surpresa ou não, não sei, mas estamos prontos. Eles devem estar caçando lá algum tipo de notícia que vem de cá. É por isso que alguns tipos de trabalho a gente procura fazer entre nós. Para ver se pelo menos na hora do jogo o treinador já não sabe tudo que está acontecendo", explicou Papai Joel. Na defesa, Léo e Naldo estão confirmados após a saída de Gil para o Valenciennes, da França.

No outro lado, a aposta é no conhecimento. O técnico Cuca passou um ano treinando o Cruzeiro, e o atacante Guilherme disputou oito clássicos com a camisa celeste, vencendo seis e marcando seis gols. "O resultado deste clássico vai ditar o ritmo das duas equipes no segundo turno. O que nos favorece é a força de vontade, que temos há alguns jogos. Acima de tudo, a presença de nosso torcedor no estádio", declarou o jogador. O Galo, que tem 15 pontos, vai jogar como mandante.

Arena do Jacaré – 18h

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro; Serginho, Rever, Leonardo Silva e Eron; Pierre, Dudu Cearense (Felipe Souto), Richarlyson e Mancini; André (Magno Alves) e Guilherme

Técnico: Cuca

CRUZEIRO: Fábio; Vítor, Léo, Naldo e Diego Renan; Fabrício, Marquinhos Paraná, Roger (Charles) e Montillo; Wellington Paulista e Anselmo Ramon (Dudu)

Técnico: Joel Santana

Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (SP)

 

Santos x São Paulo

Agosto foi de irregularidade tanto para o Santos quanto para o São Paulo. Mas os dois rivais têm no último compromisso no mês a oportunidade de confirmar uma ascensão que começa a ser traçada e encerrar o primeiro turno do Brasileiro em alta. O clássico das 16h, na Vila Belmiro, define o status de cada um.

"É sempre gostoso jogar um clássico, independentemente do momento do campeonato. Na última rodada do primeiro turno é algo legal e que valoriza ainda mais a partida. São duas equipes fortes, com grande jogadores, e aquele que errar menos irá vencer", discursou Elano, recuperado de dores musculares e confirmado no Santos.

Além de Elano, o volante Arouca também chegou a ser dúvida por conta de dores musculares, porém, foi liberado pelo departamento médico do clube e está à disposição de Muricy Ramalho. Com isso, a formação adotada no triunfo sobre o Fluminense, na última quarta-feira, na Vila Belmiro, será mantida.

Do outro lado, o técnico Adilson Batista espera ver seu time cadenciando mais o jogo, mantendo a bola no pé para evitar a pressão alvinegra. A solução para isso deve ser o retorno de Rivaldo alternando-se entre o meio de campo e a função de centroavante entre Lucas e Dagoberto. "Vai ser um jogo difícil como em outros clássicos, mas nossa intenção é ir lá e vencer", disse o técnico.

Vila Belmiro – 16h

SANTOS: Rafael; Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo; Henrique, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges

Técnico: Muricy Ramalho

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Piris, João Filipe, Rhodolfo e Juan; Wellington, Carlinhos Paraíba, Casemiro e Rivaldo; Lucas e Dagoberto

Técnico: Adilson Batista

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)

 

Palmeiras x Corinthians

A cidade de Presidente Prudente receberá às 16h de hoje o clássico entre Palmeiras e Corinthians em meio a um ambiente que há muito não se via no principal embate paulista. O time alvinegro tenta fechar o primeiro turno do Campeonato Brasileiro ainda como líder, enquanto o rival alviverde busca se aproximar do topo da competição.

"Temos 8 pontos atrás do líder e, para continuarmos brigando pela classificação para a Libertadores, temos de somar 3 pontos neste jogo", avalia o técnico palmeirense Luiz Felipe Scolari. "Se ganharmos, vamos de novo entrar no páreo no Brasileiro. Se não vencermos, ficaremos muito longe." Por outro lado, a cobrança por triunfo também afeta o Corinthians. "O clássico é diferente, meio que um campeonato à parte", diz o meia Alex, que fará seu primeiro derby na carreira, defendo as cores do Timão.

No Palmeiras, a pressão aumentou com a eliminação na Copa Sul-Americana. Apesar dos pontos positivos apontados pelo elenco palmeirense na vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, o clube só tem agora o Brasileirão como sua última esperança da temporada. "Nós jogamos como se fosse uma decisão (contra o Vasco). Contra o Corinthians, também precisamos muito da vitória e temos de jogar da mesma maneira", vislumbra o goleiro Marcos.

O Palmeiras não terá no banco de reservas o técnico Felipão. Ele está suspenso por duas partidas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, por conta da expulsão contra o Atlético-MG.

Estádio José Farah – 16 h

PALMEIRAS: Marcos; João Vitor (Paulo Henrique), Thiago Heleno, Henrique e Gabriel Silva; Chico, Marcos Assunção e Valdivia; Maikon Leite, Kleber e Luan

Técnico: Luiz Felipe Scolari

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro (Welder), Chicão, Leandro Castán e Ramon (Leandro Castán); Ralf, Paulinho e Danilo (Alex); Willian (Emerson), Jorge Henrique e Liedson

Técnico: Tite

Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)

 

Grêmio x Internacional

A "gangorra Gre-Nal"- expressão cunhada na década de 1960 para ilustrar os momentos, geralmente, diferentes vividos pelos maiores clubes gaúchos -, por mais surrada que pareça, não sai de moda. O fim do primeiro turno do Campeonato Brasileiro exemplifica bem a falta de equilíbrio vivido pelas duas forças. O clássico de hoje, às 16h, pode diminuir um pouco a distância entre gremistas e colorados ou aumentá-la sensivelmente.

O gramado do Olímpico receberá um Grêmio tentando se manter longe da zona do rebaixamento. O Inter chegada empolgado pela conquista da Recopa Sul-Americana, mantendo o ciclo de títulos de peso iniciado em 2006. Enquanto o ataque gremista faz força para conseguir marcar gols – é o pior do Brasileirão -, o colorado Leandro Damião mostra enorme facilidade para vazar a defesa adversária – são 34 gols nessa temporada. Em busca de uma solução ofensiva, o técnico gremista Celso Roth apostará em uma dupla inédita com Leandro e Brandão atuando juntos.

Em campo, as estratégias traçadas também serão diferentes. Roth montará uma defesa com dois estreantes, Edcarlos, na zaga, e Julio Cesar, na lateral-esquerda. Apesar dos mistérios dos treinos fechados, a tendência é que o meio de campo se preocupe primeiro em defender e depois em atacar, com o setor sendo escalado com três volantes (Rochemback, Gilberto Silva e Fernando).

O Inter repetirá a tática aplicada na Recopa, com dois meias, mesmo que D’Alessandro, com lesão muscular, seja dúvida. As ausências serão os suspensos Guiñazu e Nei.

Olímpico – 16h

GRÊMIO: Victor; Gabriel, Mário Fernandes, Edcarlos e Julio Cesar; Gilberto Silva, Fábio Rochemback, Fernando (Marquinhos) e Douglas; Leandro e Brandão

Técnico: Celso Roth

INTERNACIONAL: Muriel; Ilsinho (Glaydson), Bolívar, Índio e Kleber; Elton, Tinga, D’Alessandro (Andrezinho) e Oscar; Dellatorre e Leandro Damião

Técnico: Dorival Júnior

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)

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