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Nada no Balaio É assim

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Quem não gosta de futebol até suporta quem gosta, mas não entende. Saber o que passa na cabeça do sujeito, com os olhos voltados para o céu, atravessando um campo inteiro de joelhos no chão, não é tarefa das mais fáceis. Há também uma infinidade de batizados de crianças com nomes de jogadores realizados todos os dias em todas as partes do país. Isso sem falar nas discussões e chacotas em casa, no trabalho e na rua envolvendo a vitória de um time e, o mais recorrente, a derrota de outro. E tem ainda os infindáveis programas esportivos, com reprises durante todo o dia.

Não faço a mínima ideia do que se trata. Se é paixão, fascínio, cachaça ou falta do que fazer. Não sei mesmo. Mas não consigo passar inerte a uma vitória do meu time, mesmo jogando mal ou sendo ajudado pelo juiz. Também não consigo deixar de me incomodar com a boa campanha do Atlético-MG, com a má fase do Tupi e a falta de graça da Seleção Brasileira. Tento, há alguns anos, não começar a ler o jornal a partir do caderno de esportes e deixar de ver os melhores momentos dos jogos que acompanhei ao vivo. Mas não tem jeito. Basta apenas um apito, de um guarda ou da chaminé da fábrica, e tudo volta ao ser como antes.

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