Caros e caras, vivi um dia especial no último sábado. Um verdadeiro dia de torcedor. Se tem uma coisa que gosto de fazer é torcer para que as coisas de Juiz de Fora deem certo – não gosto nem de lembrar disso, mas tem muita gente aqui na cidade que pensa exatamente ao contrário -, principalmente no esporte. Então, para mim, o último dia 25 foi histórico.
Querendo passar por todo o ritual, fui às 15h para o ponto de ônibus, esperar o coletivo para subir até o Estádio Municipal. Mas, a amiga e editora desta Tribuna, Juliana Duarte, não me deixou nem 10 minutos aguardando e, ao passar pela Independência – ainda não me acostumei com Avenida Presidente Itamar Franco – me deu uma caroninha salvadora. Após algumas refrescantes latas, adentrei a arena local – pagando ingresso, viu? – para ver um Tupi jogando com autoridade no primeiro tempo e dominando o Uberaba. Infelizmente, vi também sustos sem necessidade no segundo tempo, mas, como tudo com o Carijó tem que ser difícil, nada que abalasse um coração alvinegro já calejado. No fim, deixei o Mário Helênio com a frase de um sábio torcedor na cabeça: "melhorou, mas ainda falta muito para ficar bom".
Fiz questão de sair da região do Estádio de ônibus, dispensando desta vez a carona da Ju. Constatei que o intervalo de uma hora de diferença entre o fim do futebol e o início do vôlei foi ideal para eu descer do Mário Helênio, parar no ponto da Escola Normal (eu sei, Instituto Estadual e Educação), ir à pé até o Ginásio Tupynambás, comprar meu ingresso e entrar, ainda com tempo de acompanhar o aquecimento final da UFJF. Percebi que faltavam muitos titulares, fiquei meio ressabiado e levei susto no primeiro set perdido. À medida que a Federal ia tomando corpo, a arquibancada vinha junto, e pude testemunhar sete guerreiros, que jogaram o tempo todo dos quatro sets do confronto, serem empurrados e darem a vitória aos torcedores. O fim, épico, com quase todos os atletas em quadra sentindo contusões, o ginásio de pé e eu encolhido atrás de uma das grades laterais do Baeta deu bem a noção do quanto foi (in)tensa a vitória.
Por fim, fui para casa com a sensação de ter vivido um dos melhores dias para o esporte de Juiz de Fora como gostaria, torcendo, graças ao amigo de plantão, Renato Salles. Pena que sábados de torcedor como este são raros. Espero que se multipliquem. Vou estar na torcida, sempre.
