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Em Chapecó, Tupi se despede da Série C

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Camisas secam para ser usadas pela última vez
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Camisas secam para ser usadas pela última vez

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Despedindo-se da Série C do Campeonato Brasileiro após o rebaixamento confirmado na penúltima rodada, o Tupi entra em campo hoje, às 16h, na Arena Condá, em Chapecó, para encarar a Chapecoense bastante modificado. Com desfalques por suspensão, ausências médicas e pedidos de dispensa do compromisso na última série de jogos do grupo B da Terceirona, o Alvinegro abre esta tarde oportunidade para quem quer mostrar serviço não só para continuar em Santa Terezinha como para dar seu cartão de visitas nacionalmente, já que a partida será transmitida para todo o Brasil pelo canal por assinatura Sportv.

Jovem promessa das categorias de base, o meia Bruno Paiva faz sua estreia como titular do Tupi hoje e sabe da chance que tem, mesmo não sendo nas condições que ele gostaria. "É um jogo que, infelizmente, estamos indo só para cumprir tabela. Mas para mim é uma oportunidade muito grande, porque uma partida pode mudar a vida de qualquer atleta. Em um jogo, posso, não só eu como meus companheiros, ganhar a confiança do Roy (Antônio Carlos, técnico) ou até mesmo chamar a atenção de outro clube no Brasil", avalia o jogador.

Além de Bruno Paiva, que entra no lugar do suspenso Léo Salino, outros carijós têm a primeira chance como titulares no ano. O goleiro Douglas Borges substitui Rodrigo, que deve deixar o clube. O volante Bruno Araújo entra na vaga do contundido Assis, e Cassiano assume o posto deixado no ataque pelo também suspenso Alexandro, que já deixou Santa Terezinha. Para a ausência do zagueiro Silvio, suspenso, o técnico Roy optou pela escalação de Fabrício Soares pela primeira vez em sua posição do origem – o jogador só atuou nesta Série C improvisado na lateral-esquerda.

Segundo o comandante do Tupi, cuja permanência para a próxima temporada parece próxima, no time desta tarde pode estar o início da formação de uma base para 2013. "Procurei montar um time competitivo dentro das possibilidades. Vamos para lá para tentar buscar a quebra desse tabu de não vencer fora de casa na Série C deste ano. Mas já estamos pensando no ano que vem também. Não estou dizendo que um jogo vai determinar se o atleta continua ou não, mas serve para podermos observá-lo em competição", deseja Roy.

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Mala branca, sim; mala preta, não

Com o resultado do Tupi interessando diretamente a dois postulantes às vagas entre as quatro equipes que avançam para a segunda fase – se vencer, o time de Juiz de Fora classifica Caxias e Duque de Caxias para as quartas de final, independentemente do resultado do confronto direto entre ambos -, o tema do incentivo financeiro para que o Carijó derrote a Chapecoense surgiu durante a semana em Santa Terezinha, e essa ajuda foi considerada bem-vinda. Já a possibilidade de os próprios catarinenses oferecerem uma quantia para os juiz-foranos não atrapalharem sua vida foi rechaçada tanto pelo grupo como pelo treinador.

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"Não vou falar que não é importante um dinheiro a mais, porque para todas as pessoas é importante o dinheiro. Mas tendo ou não a gente vai entrar com a mesma dedicação, a mesma vontade para ganhar essa partida", disse Bruno Paiva. "A mim não chegou nada. Mas se vier para ganhar, não vejo nada de mais. Mas para perder, não. E se souber de alguém que houve algo nesse sentido, nem entro em campo", afirmou o zagueiro Wesley Ladeira.

"Sempre tem isso. Pelo menos informação para mim não chegou nenhuma e nem sou eu quem tem que administrar isso, são os próprios jogadores", admitiu o técnico Roy. "Acho que para você ganhar pode vir um caminhão de dinheiro, porque você sempre tem que ganhar. Agora, para perder, isso não existe, e se eu souber que alguém que trabalhou comigo fez isso ele não trabalha mais comigo e nem com quem eu conheço."

 

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