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De Mar de Espanha para São Januário: dupla do projeto social Independente veste a camisa do Vasco Futsal

vasco futsal

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Foi em um jogo contra o próprio Vasco que a vida de dois jovens da Zona da Mata mudou de vez. Felipe Gabriel Barcelos Silva, nascido em Bicas, e Bernardo da Silva Arruda, de Mar de Espanha — ambos de 15 anos e revelados no projeto social Independente Futsal — vestem há pouco mais de dois meses a camisa do Cruz-Maltino e disputam o Campeonato Estadual de base pelo clube, com jogos no Ginásio de São Januário.

Os dois atletas cresceram dentro do Independente, projeto social de futsal de Mar de Espanha, sob a orientação do treinador Diogo Braga. Com a camisa do projeto, construíram um currículo respeitável nas categorias de base: foram campeões da Copa Argirita, medalha de prata na Copa Prefeitura Bahamas e na Copa dos Trombeteiros, além das campanhas na Copa Mar de Espanha. Paralelamente, nas trajetórias individuais, Felipe soma o título do Bom Pastor e o vice da Liga do Interior; e Bernardo foi campeão da mesma Liga do Interior.

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Fixo Felipe era o “cara do passe” no Independente (Foto: Arquivo pessoal)

“Foi uma honra jogar no Independente com meus amigos — reconhece Felipe. Pude viver momentos incríveis ao lado deles, com essa camisa tão importante para mim. O Diogo é incrível como treinador e como pessoa, acreditou no meu trabalho e me ajudou muito, me ensinou muitas coisas boas.”

Bernardo guarda a mesma gratidão pela origem. “Comecei a jogar no Independente aos 12 anos. A sensação de jogar ao lado dos meus amigos e fazer muitos gols com essa camisa foi muito boa. O Diogo é muito legal, como treinador e como pessoa, e me ajudou muito nessa caminhada”, relata.

Quem acompanhou de perto a formação dos dois se sente parte da conquista, como destaca o técnico do Independente Futsal, Diogo Braga, mencionado pela dupla. “Eles serem oriundos do projeto e estarem no Vasco é um motivo de muito orgulho. Na parte técnica e motora, sempre mostraram ser muito talentosos”, relembra. O treinador também exalta o caráter dos atletas: “Eram muito dedicados, têm cabeça boa e muito apoio da família. O trabalho continua e que venham outros meninos.”

Ala Bernardo era o artilheiro do time (Foto: Arquivo pessoal)

De amistoso ao teste: o convite do Vasco

A chegada ao Gigante da Colina veio de um duelo contra o próprio clube carioca. “Foi por um amistoso que fizemos contra a equipe deles — relata Felipe. Logo depois, recebi um convite para fazer um teste.” O encontro teve a duração acordada de 60 minutos. Na primeira metade, houve empate em 2 a 2, com derrota mineira por 6 a 2 ao final da atividade.

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“Viemos do Independente fazer um jogo-treino contra o Vasco — recorda Bernardo. Fizemos um grande jogo, eles gostaram de mim e me chamaram para a seletiva.” Desde então, são dois meses e meio de imersão no futsal de alto nível, período em que o elenco vem se preparando para o Campeonato Estadual — competição na qual o Vasco chega como uma das potências, com os títulos cariocas Sub-15 e Sub-17 conquistados em julho e a equipe profissional liderando a primeira fase da LNF Silver.

Felipe com a camisa do Vasco (Foto: Arquivo pessoal)

Estrutura, cobrança e a energia de São Januário

O salto de uma cidade pequena da Zona da Mata para a rotina de um clube de massa mudou o dia a dia dos dois atletas — para melhor, como eles fazem questão de ressaltar. “Tem sido uma experiência incrível, de muito aprendizado e evolução diária, com estrutura excelente”, destaca Felipe. “Vestir a camisa do Vasco é um orgulho enorme e uma responsabilidade gigantesca pela história que o clube tem. Jogar em São Januário dá uma energia indescritível”, completa.

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A comparação com a realidade anterior é direta. “Na cidade pequena, a rotina é mais tranquila; no Vasco, a cobrança, o ritmo de jogo e a competitividade são outros”, pondera Felipe.

Bernardo vive a mesma adaptação com empolgação. “Estou gostando bastante. Tenho aprendido muito, dentro e fora da quadra, e aproveito cada oportunidade para evoluir. É uma responsabilidade enorme e, ao mesmo tempo, uma grande realização. A estrutura, a visibilidade e a cobrança são maiores, e temos contato com atletas de diferentes lugares, o que ajuda bastante no nosso crescimento.”

Bernardo tem Vini Jr como inspiração (Foto: Arquivo pessoal)

Ídolos, seleção e futuro

Fora de quadra, as referências também vêm do futebol de alto nível. Felipe tem Neymar como ídolo; Bernardo, Vinícius Júnior. E os sonhos são proporcionais à nova camisa. “Daqui a dez anos, me vejo como um jogador profissional de alto nível, jogando nas principais ligas do mundo — projeta Felipe. Meu maior sonho é representar a Seleção Brasileira e ser campeão mundial.”

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Bernardo, por sua vez, canaliza a mesma ambição para o presente. “É muita gratidão e motivação estar vivendo essa oportunidade. Espero conquistar todos os títulos que tiver competindo com essa camisa”, declara.

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