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Papo de gandula

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Hora da ousadia

Caros e caras, primeiro, parabéns a todos os profissionais do Tupi, desde a turma da retaguarda até quem entra em campo para envergar o manto alvinegro. Fazer a melhor campanha entre 40 participantes da Série D não é pouco. Agora, finalmente chegaram os mata-matas. Para mim, a competição vai começar de novo.

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Se essas próximas fases fossem apenas uma continuidade da primeira, cravaria para vocês nesse nosso Papo que o Carijó já havia subido e seria um forte candidato a campeão. Mas, infelizmente, não é assim. Em confrontos de 180 minutos, tudo que foi construído na primeira fase pode ir por água abaixo (escrevo isso batendo na madeira) em uma tarde infeliz. É outro tipo de competição, onde, para mim, o que conta é ter ousadia fora de casa.

Como o gol na casa do adversário é o principal critério de desempate, e o Tupi terá a vantagem de fazer o segundo jogo contra a Aparecidense em seu terreiro, acho que o técnico Felipe Surian deve armar seus comandados como fez na etapa inicial da Quarta Divisão. Quero ver a equipe com forte marcação, mas saindo em velocidade e chegando com muita gente na frente, buscando a vitória, mesmo longe do Mário Helênio.

O desempenho fora de casa na primeira fase anima e dá a possibilidade real de o comandante carijó pensar assim. Mesmo que não consiga vencer, essa ousadia pode dar em um empate com gols ou até mesmo uma derrota com o Alvinegro de Santa Terezinha balançando as redes. E isso é uma vantagem que não pode ser desprezada na volta.

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