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Nada no balaio

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Também ajudo a ampliar o consenso em torno do Neymar. É, sim, um craque. Sei ainda de sua importância para voltarmos a ser o país do futebol. O mais importante do menino da Vila, no entanto, talvez seja sua alegria. Nesse caso, mesmo considerando sua recente paternidade, vale até o jargão de que ele brinca de jogar bola. Nas vezes em que levou a brincadeira a sério, fez feio. Chateou o bom Dorival Júnior e fez Renê Simões duvidar do seu futuro. Sei não, mas gostaria de ver o Neymar sob o comando do papai Joel. Poderia ser até no Cruzeiro mesmo.

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Não gosto dos técnicos sérios, metidos a linha-dura. Mano Menezes, Muricy Ramalho e Leão são até bons, mas sem graça. Parecem até treinadores de equipes da Alemanha. Tudo bem que Joachim Low, comandante da seleção alemã, tirou meio mundo do sério ao comer meleca na última Copa do Mundo. Felipão também é do time dos sérios, mas compensa toda sua gravidade com o carisma do Murtosa, seu auxiliar, que é uma figura. Vanderlei Luxemburgo, que sempre arruma emprego para os genros, é outro que não se pode levar a sério.

Futebol alegre, genuinamente brasileiro, foi visto na última terça-feira na disputa do campeonato promovido pelos detentos do Ceresp. Cada pavilhão montou seu time e, em comum acordo, foram escolhidos os árbitros entre os próprios internos. Na final, aquela tensão típica de qualquer decisão. Ânimos aflorados, apostas, expectativas. Lá pelas tantas, o juiz assinala uma falta que não existiu. Após todos os xingamentos tão comuns a essas ocasiões, um bem-humorado soltou um sonoro ladrão. Foi a senha para um surto coletivo de risos.

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O futebol, assim como a vida, já dizia Oscar Wilde, é muito importante para ser levado a sério.

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