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Os pés pelas mãos

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Depois da tempestade…

Não sou muito de acreditar nos ditos populares. Até porque se um raio não caísse duas vezes no mesmo lugar, para-raios seriam descartáveis. Apenas um deles costumo levar a ferro e fogo. Depois da tempestade vem a bonança. É uma verdade que carrego para a vida. Sou do credo de que, no final, tudo dá certo. E se não ainda não deu certo é porque ainda não chegou ao fim. Afinal, não pode chover o tempo inteiro, mesmo que o aguaceiro assole Juiz de Fora a cada feriado. De tão apegado a essas verdades fundamentais estou com um pressentimento que é quase uma certeza. Ventos goianos vão soprar para longe as nuvens negras que rondam Santa Terezinha desde que o Tupi comemorou seu centenário.

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Talvez não possa usar argumentos racionais para justificar tal confiança. A verdade é que há mais mistérios entre os céus e a terra do que pressupõe a nossa vã filosofia. Mais mistérios que pressupunha Moacir Júnior. Se não há o que comemorar com a saída do treinador, um cara competente, que preserva o trabalho e o respeito acima de tudo, há motivos de sobras para se animar com a ascensão momentânea de Felipe Suriani ao comando técnico da equipe. Se tem um cara que conhece esse grupo é o treinador interino do Tupi. Passou Condé, Ademir, Drubscky, Grasseli e Moacir. Restou Felipe, sempre presente na recente trajetória alvinegra, marcada por conquistas memoráveis.

Mais do que em uma premonição e respeito público à história de Suriani no Galo Carijó, a confiança vem também da semana de trabalho e da possível escalação do Tupi no jogo de amanhã contra o Villa Nova. O interino parece estar tentando recuperar o que viu de melhor desde que ingressou na comissão técnica alvinegra: o esquema campeão da Série D no ano passado. Com um 4-3-2-1, apostando em Ademilson centralizado e Fabinho e Henrique pelos flancos, fica mais fácil ocupar e desbravar as dimensões sobre-humanas do Serra Dourada. Algo me traz à memória a vitória contra o Santa Cruz, no Arruda. Estou confiante. Se a vitória não vier, podem me cobrar. Ou melhor, deixem o dito pelo não dito.

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