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Na orelha da bola

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Cara Emilly

Há duas semanas, aqui neste mesmo espaço, eu escrevi que os devotos de Santo Antônio deveriam aproveitar o feriado para pedir pela Seleção Brasileira que, do jeito que andava, dificilmente levantaria o caneco da Copa das Confederações. Ontem fui interpelado pela Emilly, leitora da coluna e jovem colega de profissão, com aquela dose razoável de sarcasmo que o futebol permite: E aí, vai escrever o quê agora?.

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Cara Emilly, eu, assim como o Felipão, estou surpreso com a evolução do futebol do Brasil nas últimas semanas. O jogo com a França não havia me convencido, porque se o time completo dos Bleus já é capenga, imagina todo desfalcado. Aí veio a partida contra o Japão e, mesmo sendo o Japão, já deu para perceber uma melhora muito grande. Contra o México, a Seleção jogou por 20 minutos o melhor futebol que mostrou desde a saída do Dunga. Aí veio aquele partidaço contra a Itália, essa sim uma gigante do futebol, um duelo em que sobrou vontade quando faltou técnica. E finalmente o jogo de superação contra o Uruguai ontem.

O que aconteceu então?, você deve estar me perguntando, cara Emilly. O grito de O Brasil acordou é que não foi. Acredito que o tempo para treinar o que o país tem de melhor em termos de jogador foi preponderante. E, mais que isso, o ritmo de competição: não disputar as Eliminatórias, para mim, foi decisivo no rendimento ridículo da Seleção até o início da Copa das Confederações.

Esta Seleção, cara Emilly, mesmo com suas falhas, é muito melhor do que aquela para a qual eu pedi ajuda aos devotos de Santo Antônio há apenas 14 dias.

Taí a mão à palmatória, espero que esteja satisfeita.

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Agora pode ir me comprar aquele saco de bala Chita, porque cravei os 2 a 1 no bolão.

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