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Os pés pelas mãos – Edinho quer ganhar tudo

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Rio de Janeiro (Gazeta Press) – Após escalar os reservas na estreia no Campeonato Carioca, contra o Friburguense, o técnico Abel Braga vai colocar em campo os titulares amanhã, contra o Volta Redonda. Ontem, o volante Edinho destacou que o Tricolor está com um elenco forte e pode buscar os títulos do Estadual e da Libertadores sem prejudicar os jogadores com o excesso de jogos.

"Com muitas contratações de qualidade e jogadores que subiram da base, o Fluminense tem um elenco muito forte e focado nos seus objetivos, capaz de conquistar todas as competições que vamos disputar. Em 2006, com o Internacional, tinha duas equipes, mesclando bastante os times, como está sendo aqui. Chegamos à final do Gaucho e fomos campeões da Libertadores. Não vencemos o Estadual, mas fomos bem. O Carioca não vai atrapalhar. É importante para ter um título no primeiro semestre", avaliou.

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Edinho ressaltou que a escalação da equipe, mesmo ofensiva com Deco e Wagner no meio, não vai sobrecarregar o setor de marcação. Para o volante, se o Fluminense mantiver a posse de bola não vai correr o risco dos contra-ataques. "O time tem de estar compactado no meio. Temos conversado com Deco e com Wagner para que eles possam encostar na marcação. Vamos precisar ter a posse de bola. Isso facilitará muito as coisas. O Abel tem feito muitos treinos em campo reduzido por conta disso", finalizou.

Ontem, mais uma vez, o técnico Abel Braga treinou o possível time que enfretará o Voltaço. O Flu deve ter Diego Cavalieri; Bruno, Leandro Euzébio, Anderson e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Wagner, Deco e Rafael Sobis; Fred.

 

 

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2012 em 90 minutos

Não entendo a função desta tal pré-Libertadores. Assim como aconteceu com o Corinthians no ano passado, o Flamengo joga sua sorte no primeiro semestre da atual temporada em seus primeiros 180 minutos de bola rolando em 2012. Definir uma vaga na principal competição do continente dessa forma é torturar torcida e jogadores de maneira demasiada e desnecessária. Com as equipes longe de sua melhor condição, que só será adquirida com o decorrer das partidas, perde o futebol, já que a decisão fica nivelada por baixo, abrindo espaços para "tolimas" e "potosís" da vida.

O pior é que nem mesmo a emoção costuma dar as caras em jogos como estes. De férias, tive a oportunidade de assistir à partida dividido entre duas televisões – uma no jogo do Fla e outra no do Timão, pelo Campeonato Paulista – em João Pessoa. O local escolhido foi um dos formidáveis bares da capital paraibana. Mas a sensação de que seria uma experiência diferente não passou do primeiro gole. O calor da população local e dos turistas que se divertem na cidade parece ter ficado na beira da praia, pegando jacaré. As duas partidas foram insossas e a torcida tímida, talvez ainda se recuperando da ressaca e das emoções da última temporada.

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Acompanhado dos amigos, jornalistas e rubro-negros Chico Brinati, Carla Arantes, Patrícia Rocha e Bruno Sakaue – o aniversariante da noite -, o papo ficou mesmo sobre os bastidores da notícia. Ninguém percebeu que o Luxa entrou com um esquema para perder de pouco, escalando quatro volantes no meio-campo; ou se deu conta da postura covarde da equipe diante de um adversário fraco; ou que Ronaldinho Gaúcho se escondeu em campo. Detalhes que não podem ficar desapercebidos até a próxima semana. O preço disso poder ser alto demais e custar ao Fla todo o planejamento da temporada, e o novo ano acabar antes mesmo de começar.

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