Com boa vontade
Eu gosto de pensar que o barulhão que o pessoal fez no meio do ano deixou algumas sementes que podem, aqui e ali, germinar coisas boas pra rapaziada.
Quando eu vejo 75 jogadores de bola, entre os quais alguns com rendimentos mensais superiores a R$ 300 mil, com carreiras consagradas no exterior e os burros devidamente estacionados na sombra, se reunindo para cobrar da Confederação Brasileira de Futebol um calendário mais profissional para sua classe, esse otimismo – acho que otimismo é meio demais para este escrevente, talvez essa boa vontade de pensamento – se cristaliza.
Sei que o estopim foi a bagunça do calendário apertado do ano que vem, em função da Copa do Mundo no Brasil, mas as reclamações, ainda que difusas e pontuais, contra os desmandos da CBF e da Rede Globo, que é quem de fato organiza a tabela, pautada em seus interesses de transmissão, vêm de mais tempo. Mas o fato de a insatisfação dos atletas ter sido reunida nesse manifesto divulgado na terça-feira sugere uma ponta de esperança.
Como foi há duas semanas, quando o STJD, em primeira instância, excluiu a Aparecidense depois da papagaiada do Esquerdinha e restaurou um pouquinho da nossa fé na justiça – a desportiva. Que não defequem na retranca hoje.
