Será decidido nesta quinta-feira (26), em sessão do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que tem previsão de início para o meio-dia, no Rio de Janeiro, o caso da partida Tupi x Aparecidense-GO, realizada no dia 7 de setembro, em Juiz de Fora. A batalha no tapetão já teve seu primeiro round favorável ao clube juiz-forano e, agora, terá seu desfecho quase 20 dias após a invasão de campo pelo massagista goiano Romildo Fonseca da Silva, o Esquerdinha, impedindo o gol que daria a vitória e a classificação ao clube local para as quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. Assim, nesta quinta-feira à tarde o Carijó saberá se está classificado para enfrentar o Mixto-MT, se terá que jogar novamente contra a equipe de Aparecida de Goiânia ou até mesmo se estará eliminado da disputa nacional. Através do site oficial (www.tribunademinas.com.br) e de sua página no Facebook, a Tribuna acompanha em tempo real a sessão, direto do STJD. A Rádio Solar 1010 AM também transmitirá o julgamento.
Nesta quinta-feira, serão julgados os recursos da Aparecidense e da Procuradoria do STJD contra a decisão da Primeira Comissão Disciplinar do Tribunal que, no dia 16 de setembro, condenou, por 3 votos a 1, o clube goiano à exclusão da Série D, enquadrando a agremiação no artigo 205 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), impedir o prosseguimento de partida de qualquer forma. Segundo a defesa da Aparecidense, feita pelo advogado João Vicente de Moraes, a desqualificação da denúncia original – no artigo 243-A do CBJD, agir de maneira contrária à ética esportiva – para o artigo 205 não é cabível, e o pedido é sua absolvição na matéria ou, no máximo, a realização de uma nova partida contra o Tupi.
A Procuradoria também tem o mesmo entendimento, mas, para manter a punição de exclusão da Aparecidense, o procurador-geral, Paulo Schmitt, incluiu em seu recurso o pedido de enquadramento do clube goiano no artigo 69 do Código Disciplinar da Fifa, que prevê para casos de integrantes de associações que cometam ofensas graves à ética do esporte a expulsão do time da competição. Schmitt também recorreu da absolvição do árbitro da partida, Arilson Bispo da Anunciação, do artigo 261-A, deixar de cumprir as obrigações relativas à sua função, ao não interromper a partida por conta da presença de uma pessoa que não os atletas no campo de jogo.
O caso envolvendo o Tupi é o décimo da pauta, nesta quinta-feira, mas será pedida prioridade por conta da complexidade da matéria. O relator do julgamento dos recursos é o auditor Ronaldo Botelho Piacenti. Além dele, o Pleno do STJD tem outros oito integrantes: Flávio Zveiter (presidente), Caio César Vieira Rocha (vice), Alexander dos Santos Macedo, José Arruda Silveira Filho, Décio Neuhaus, Miguel Ângelo Cançado, Gabriel Marciliano Junior e Paulo César Salomão Filho, todos com direito a voto. Zveiter abrirá os trabalhos, passando à produção de provas, e Paulo Schmitt será o segundo a falar. A defesa da Aparecidense e do árbitro fazem suas colocações, o Tupi se pronunciará como terceiro interessado e, logo em seguida, Botelho pronunciará seu voto, seguido dos demais auditores.
