Atualizada às 8h08
Ainda sem a verba necessária para que a volta do futebol profissional seja sacramentada com a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, o Tupynambás cumpriu, ontem, sua primeira obrigação junto à Federação Mineira de Futebol (FMF). Clube e Meio di Campo Assessoria Esportiva, empresa responsável pela parte burocrática do retorno, encaminharam, ao todo, 31 documentos para a entidade, que definiu esta data como limite para o repasse dos candidatos à participação do torneio.
“Mandamos tudo, cumprimos o prazo, mas aguardamos a conferência, a verificação dos documentos”, garantiu o sócio da Meio di Campo, Alberto Simão. Entre os dados transferidos, o Leão do Poço Rico teve que utilizar os laudos do Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, visto que o José Paiz Soares, campo do Baeta, não apresenta, neste momento, as aprovações exigidas, como a do Corpo de Bombeiros, atualizadas para sediar os jogos.
A oficialização do retorno, no entanto, ainda depende de verba adquirida através da captação de patrocínios. O sócio da Meio di Campo, Alberto Simão, acredita na mudança de decisão da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) no que se refere ao repasse de montante da Lei do Incentivo ao Esporte. “Tenho certeza de que o Michael (Guedes, secretário de Comunicação e de Esporte e Lazer da PJF), o Fúlvio (Albertoni, secretário da Fazenda), o Bruno (Siqueira, prefeito juiz-forano) e o Rodrigo (Mattos, presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora) entendem a importância para a cidade do renascimento do Baeta e vão ajudar”, opinou o empresário, ainda otimista no positivo desfecho das negociações.
Embasado na Lei Municipal do Inventivo ao Esporte, o Tupynambás busca o patrocínio da Prefeitura de Juiz de Fora no valor de R$ 30 mil reais mensais. A lei, no entanto, prevê metade deste valor para os clubes juiz-foranos que disputem a Segunda Divisão do Mineiro. Além disso, na última semana, a Prefeitura negou o repasse do montante, justificando que a legislação eleitoral e a Lei de Responsabilidade Fiscal não permitem a liberação da verba para este ano, uma vez que o orçamento do ano foi apresentado e aprovado em 2015. Entretanto, a PJF se colocou à disposição para que o Baeta solicite a verba para 2017.
O arbitral da competição ocorre no próximo dia 5. Até esta data, a FMF, analisando o material enviado pelo Tupynambás, deve se posicionar sobre a aprovação dos documentos para que o clube possa dar prosseguimento ao sonho. Paralelamente ao aguardo do aval, a agremiação juiz-forana também trabalha na captação de recursos e deve se manifestar sobre a desistência ou não do projeto nas próximas semanas.
O Baeta não é representado por uma equipe de futebol profissional há nove temporadas. De acordo com o calendário da FMF, a Segunda Divisão do Mineiro ocorrerá entre o final de julho e novembro deste ano.
