Ícone do site Tribuna de Minas

Papo de gandula

PUBLICIDADE

Nointendo

Caros e caras, vou deixar o Tupi para a segunda parte para mandar meu Papo sobre a maior polêmica do fim de semana: o desempenho do árbitro Philip Georg Bennett no jogo Botafogo 2 x 1 Madureira. Primeiro, no lance do pênalti sobre Rafael Marques, acerto total. Alertado por alguém sobre o fato de o meia Seedorf estar impedido na origem do lance, o juiz voltou atrás e marcou o impedimento.

PUBLICIDADE

Não foi o bandeira (que permaneceu acompanhando o lance) e duvido que tenha sido o quarto árbitro também. Para mim, o lance mostra que a utilização de recursos eletrônicos nas partidas de futebol já passou da hora de ser colocada em prática. Em cerca de 1min40s uma injustiça foi corrigida (na minha opinião, por alguém que acompanhava a transmissão de TV fechada). Vejam bem, o uso da revisão pela televisão não acaba com a polêmica (no futebol americano, principal esporte a utilizar os recursos, as dúvidas e reclamações de interpretação da arbitragem ainda existem aos montes), é rápida (e se fosse oficial seria mais ainda) e ajuda a não serem validados lances claramente ilegais como o de domingo.

Na sequência, o tal do Philip só fez lambança. Deixou de dar um pênalti para o Madureira, marcando uma falta em Bolívar que, se sofreu algo no lance, foi de labirintite e inabilidade de ficar de pé enquanto corria para dominar a bola. Então, resolveu coroar sua tarde polêmica com a expulsão do Seedorf.

Entendo, o cara não pode jogar o fino da bola, ter títulos internacionais e uma das mais bem sucedidas carreiras do futebol mundial, falar cinco línguas, chamar o pessoal do Botafogo na chincha com toda razão de vez em sempre, ser gente boa e ainda cantar pra caramba. Tem que ter algo contra ele, tudo isso causa inveja. Aí o Bennett achou que era demais aquele senhor do Suriname ensiná-lo a apitar. Não vou nem entrar na polêmica sobre se era o ídolo do Bota o jogador a ser substituído – na verdade, era o Cidinho – mas, no diálogo com o juiz, claramente se percebe o meia dizendo que iria sair de campo pelo lado do banco de reservas e a ele, Philip, caberia descontar o tempo, dando acréscimos.

Por não obedecer a ordem da arbitragem de sair de campo pela lateral mais próxima, o botafoguense levou o amarelo e, como já tinha sido punido por retardar a partida, não poderia mais ser punido novamente pela mesma infração. Então, o segundo cartão ao jogador não deveria ser aplicado. A não ser que ele tivesse xingado o árbitro, algo que acredito que alguém que joga o fino, tem títulos internacionais e uma das mais bem sucedidas carreiras do futebol mundial, fala cinco línguas, chama o pessoal do Botafogo na chincha com toda razão de vez em sempre, é gente boa e ainda canta pra caramba tenha feito pouquíssimas vezes em sua trajetória esportiva. Tô contigo Seedorf: no intendi nada!

PUBLICIDADE

***

PUBLICIDADE

Esqueçam as substituições do técnico Felipe Surian, colocando o time mais para frente e mostrando que queria a então derrota revertida. Não considerem a velocidade da equipe no segundo tempo após a saída de Paulinho e a entrada de Fábio. Ignorem o preparo físico apurado do elenco – responsabilidade do preparador Luís Augusto Alvim – que fez o Carijó correr mais que o dobro de seus acuados adversários no último sábado. Deixem para lá a consistência e habilidade do meia Vinicius e a estrela e luta do centroavante Wesley. A responsável pela vitória de virada por 2 a 1 sobre o América-TO foi mesmo a mágica chuva no Estádio Municipal.

Acho que desde o fatídico 1 a 0 para Sampaio Corrêa, em 1997, nunca mais vi o Tupi perder quando a água cai do céu no Mário Helênio. É impressionante essa relação, mais uma vez comprovada na prática com a acordada que os atletas carijós deram após o temporal do início do segundo tempo do último confronto. Como a torcida canta: pode chover, pode molhar. É no molhado que meu Galo vai ganhar!

Sair da versão mobile