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Na orelha da bola

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A terceira força

O Tupi tem um excitante desafio pela frente nesta temporada. Jogadores, comissão técnica, dirigentes e, por fim, a torcida, dão o pontapé inicial do ano do centenário do Alvinegro de Santa Terezinha no próximo domingo, em Poços de Caldas, com uma tarefa daquelas que o agente Ethan Hunt adora receber, só que menos intragável que as que o personagem de Tom Cruise costuma receber na franquia Missão: impossível. As coordenadas são: aproveitar a temporada para fazer o maior número de festas possíveis e firmar o pé como terceira força do futebol de Minas Gerais.

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Ponto de partida da equação, a diretoria fez o que se esperava dentro de suas possibilidades: manteve a base campeã de 2011 e trouxe reforços pontuais, alguns para formar elenco, outros para substituir as poucas peças importantes que deixaram o Salles de Oliveira. Para o Mineiro está excelente, e aposto muito em uma campanha realmente boa.

Para tanto, os jogadores vão ter de se empenhar como fizeram na Série D do Campeonato Brasileiro do ano passado. Jogando o futebol colaborativo que praticou em 2011 e criando oportunidades para que o talento individual de suas principais peças apareça, o Tupi tem condições de fazer bonito e surpreender os desavisados – se é que há desavisados depois da última temporada.

Cabe à jovem comissão técnica trabalhar para criar esta situação dentro de campo. Fazendo isso, a torcida irá junto. Mas irá aos poucos. Não adianta espernear e exigir o comprometimento das arquibancadas: a torcida do Tupi, como uma massa que encha estádio, ainda está por ser construída. De nada vale reclamar de quem não vai ao estádio: é preciso agradar a quem vai, porque estes levam outros, que levam outros e por aí vai. Está nas mãos, pés, cabeças, canetas e bandeiras destes quatro elementos – jogadores, comissão técnica, diretoria e torcida, nesta ordem – a oportunidade de fazer de 2012 o mais importante ano do Alvinegro centenário. Uma temporada que, vindo em sequência e impulsionada pelo vitorioso ano de 2011, poderá colocar o Tupi em uma posição condizente com o tamanho de sua história.

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