Ícone do site Tribuna de Minas

Os pés pelas mãos

PUBLICIDADE

Boa sorte, Drubscky

O Fantasma do Mineirão tinha seus próprios pesadelos. Todos eles foram exorcizados no Mundão do Arruda, valendo-se de um solene e pueril palavrão seguido do brado o Tupi calou 60 mil. A cidade viveu uma semana de festa. Sem sotaque carioca ou música baiana. Uma alegria genuinamente juiz-forana que mostra que ainda podemos sonhar com dias melhores para o esporte local. Para isso, mais do que silenciar, é importante que esse título ecoe entre torcida, políticos, dirigentes e empresários locais.

PUBLICIDADE

Em sua trajetória de quase 100 anos de tristezas e alegrias, atrevo-me a dizer que tivemos a felicidade de acompanhar o capítulo mais marcante da história carijó. A emoção do título nacional perdurará no semblante dos torcedores por algum tempo. Um bom momento para saber transformar sorrisos em divisas e montar um grande time para a histórica temporada de 2012.

Mesmo de olho no futuro próximo, é nossa obrigação enaltecer o presente. Por isso, utilizarei esse espaço para dedicar agradecimentos sinceros ao técnico Ricardo Drubscky, que já afiançou seu destino na próxima temporada longe do Carijó. Que o torcedor não recorra ao batido discurso do mercenário. Ele não merece. Apenas fez a opção que considerou a melhor para sua carreira. Da mesma forma que tomou boas decisões durante toda a Série D e conduziu o Carijó ao título.

Ao optar pelo Volta Redonda, Drubscky mostrou a mesma ousadia e ofensividade que cobrou de seus comandados durante o Brasileirão. Trocou o certo pelo duvidoso. Um time formado por um novo projeto. Só não acho que tenha feito a escolha certa. O Tupi voltou a ser vitrine. É mais fácil o Carijó surpreender a dupla Cruzeiro e Atlético, que o Voltaço aprontar para cima de Fla, Flu, Bota e Vasco. Vale lembrar que o último técnico de um time do interior a chegar em uma final do Mineiro, Ney Franco, em 2005 e 2006, pelo Ipatinga, ganhou projeção nacional e hoje integra a comissão técnica da Seleção Brasileira. Apesar de discordar, desejo-lhe toda a sorte do mundo na empreitada, já que sei que trabalho não vai faltar. Obrigado, professor.

Sair da versão mobile