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Documentário conta histórias de superação e inclusão por meio do goalball em JF

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A trajetória de atletas com deficiência visual que transformam o esporte em um espaço de inclusão e superação é tema do documentário “Goalball: Vitórias além da quadra”, que será exibido nesta quinta-feira (26), às 19h, na Estácio Juiz de Fora. A produção, realizada por alunos do curso de jornalismo da instituição, retrata a trajetória dos jogadores que encontram na modalidade um espaço de pertencimento, afeto e resistência.

O filme acompanha de perto o trabalho desenvolvido pelo Projeto Goalball Zona da Mata. Mais do que mostrar lances de treinos e competições, o documentário revela o cotidiano dos atletas, destacando desafios enfrentados no acesso ao esporte, na estrutura e no reconhecimento da modalidade. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 6,7 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência visual, público que, segundo a produção, segue pouco representado na mídia.

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Para a estudante Ariane Alves, a experiência trouxe uma nova percepção sobre inclusão social. “Foi uma forma de ter um olhar atento para essa população que muitas vezes é invisibilizada. Só tenho a agradecer por poder contribuir nesse trabalho. Têm pessoas que entram no projeto sem perspectiva, fora do mercado de trabalho ou sem estudar, e saem de lá voltando a pensar nos estudos, querendo entrar numa faculdade, formar família. Isso é muito bonito e importante”, diz.

Documentário reforça histórias de atletas do goalball em JF (Foto: Divulgação)

Coordenador geral do Goalball Zona da Mata, Antônio Marcos Costa reforça a importância da visibilidade conquistada com o filme. “Nós, pessoas com deficiência visual, precisamos estar cada vez mais na mídia. Mostrar que somos capazes, que por meio do esporte conseguimos impulsionar pessoas para o mercado de trabalho e para outras áreas da vida”, afirma. Ele também elogia o envolvimento dos estudantes.

“A entrega desses alunos foi admirável. Estiveram com a gente na quadra, nos finais de semana, conciliando estudo, trabalho e dedicação ao projeto. Isso mostra empatia, preocupação com o próximo e desejo de construir um mundo mais acessível”, destaca. Dessa forma, Antônio acredita que o documentário pode inspirar outras pessoas. “Pode alcançar quem está em casa, sem perspectiva, e despertar o interesse pelo esporte, pela educação, pela saúde. Pode transformar vidas”, define.

A preocupação com a acessibilidade esteve presente em todas as etapas da produção, como destaca o estudante Pedro Henrique Primo Caldas. “Tivemos que pensar a produção de forma diferente, principalmente nas questões de audiodescrição e acessibilidade. Isso me tirou da bolha. Foi desafiador, mas necessário”, comenta. Além de Pedro Henrique e Ariane, a equipe de produção é formada por Juan Grazzia, Lucas Kneipp, Jennifer Bering, Maria Eduarda Almeida e Caio Alves.

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