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Nada no balaio

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Overdose de Neymar

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Não sei quanto a vocês, mas estou farto de Neymar. Se havia alguma possibilidade, a menor possível, de vir a usar a mesma marca de cueca, xampu, celular, bateria, enfim, qualquer coisa propagandeada pelo santista, o excesso me afastou completamente de tudo. A simples menção ao rapaz de cabelo em mutação é motivo de preguiça. Até a novela, na qual ele deve fazer uma ponta, tornou-se desinteressante, lugar comum. No mínimo, Neymar vai aparecer de cueca com jeito de moleque fazendo alguma brincadeira óbvia e quase sem-graça.

Tamanha badalação tornou Neymar o desportista mais rentável no mundo do marketing esportivo dos últimos dois anos, conforme a revista SportsPro. E não é para menos. Proporcionalmente ao tempo de exibição, o santista já deve ter aparecido mais na mídia do que Carlos Moreno, o garoto-propaganda da Bombril. Uma simples pesquisa no Google com a expressão Neymar Santos oferece 19,6 milhões de resultados. Fazendo a mesma consulta com Pelé Santos são de 15,4 milhões de resultados possíveis.

Isso, claro, considerando o fato de que Neymar está no início da carreira, à beira de sua primeira Copa do Mundo, e Pelé ter passado da casa dos 70 anos. Ou seja, no que depender dos marqueteiros, a mais nova e nobre joia da Vila Belmiro tem tempo de sobra para quebrar todos os recordes do mundo dos negócios futebolísticos. Seremos forçados a conviver com a insistente presença de Neymar gostando ou não da ideia. Dos programas de culinária e saúde da manhã às entrevistas da madrugada, ele seguirá ad aeternum.

Para isso, Neymar precisa se atentar apenas para um simples detalhe: voltar a jogar futebol.

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