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Com apoio de ex-UFC, jovem de 13 anos radicado em JF estreia no MMA

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Apesar de muito jovem, Nicolas já tem mais da metade de sua vida dedicada às artes marciais (Foto: Arquivo pessoal)
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Após anos de espera, Nicolas Sobrinho vai entrar em um octógono representando a região da Zona da Mata em um evento de MMA (artes marciais mistas). Nascido em Lima Duarte (MG) e radicado em Juiz de Fora há três anos para investir no treinamento, o lutador tem no evento Fight Club MMA, em Guarulhos (SP), no domingo (28), o aguardado início de uma carreira precoce: dos seus 13 anos de idade, Nicolas se dedica às lutas há oito, já coleciona três cinturões em diferentes modalidades e, recentemente, despertou a atenção do ex-atleta do UFC (Ultimate Fighting Championship), Jorge Patino.

O primeiro combate do lutador mineiro será pela categoria peso átomo (até 50 kg), na faixa etária até 14 anos, contra o atleta paulista Kauan Santos, da equipe China Team. A luta será a primeira do Nicolas em 2021 e, apesar de ser uma estreia no meio do MMA, ele se mantém confiante. “A minha expectativa é a melhor possível, de fazer o que eu estou treinando esses anos todos. A minha preparação não é só para essa luta, porque já tem um bom tempo que eu tenho treinado para estrear no MMA”, avalia a promessa da Zona da Mata.

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Pai de Nicolas e assíduo na preparação do filho, Cláudio Adão lembrou as dificuldades enfrentadas pela dupla para manter os treinamentos durante a pandemia. Eles tiveram de voltar para Lima Duarte em 2020, e o foco do jovem atleta nas lutas foi testado. “A pandemia afetou no contato com o centro de treinamento, mas não no Nicolas como atleta porque a gente sempre corre, faz exercícios. Ele procura muito buscar conhecimento vendo lutas e lendo livros”, relata Adão.

Apoio por novas lutas e evolução

Ainda mantendo contato com os treinadores Claudinei Kall e Lucas Câmara, 2021 promete ser um ano movimentado para Nicolas. Após o evento em Guarulhos, o foco do garoto passa a ser o Touchdown Fight K1, no dia 21 de março, em Juiz de Fora. Em abril, ele tenta viabilizar a participação no Arena Global 11, no Rio de Janeiro. Se manter ativo em eventos é importante para ganhar destaque no mundo das lutas, mas, para que isso aconteça, um fator é essencial: patrocínio.

“O garoto tem muita dificuldade com apoio financeiro. Se ele tivesse um patrocínio de três, quatro empresas, ele teria condição de evoluir muito mais rápido. Quando surge um evento longe, a gente tem um gasto muito grande. De repente, ele deixa de ir por causa da falta de apoio”, lamenta Cláudio Adão.

Nicolas tem como um de seus técnicos uma referência do MMA de JF, Claudinei Kall (Foto: Arquivo pessoal)

Talento reconhecido por ex-UFC

Apesar das dificuldades financeiras, o talento natural e a aptidão precoce de Nicolas Sobrinho para as lutas, já contado pela Tribuna em matéria de 2018 , chamou a atenção de um importante ex-atleta brasileiro. O paulista Jorge Patino viu vídeos do jovem lutador pela internet e se interessou em agenciar o garoto de Lima Duarte. “Ele propôs começar a fazer o garoto ser conhecido para o lado de lá (São Paulo)”, conta Adão. A expectativa é que a luta pelo Fight Club MMA seja apenas a primeira de uma trajetória promissora.

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Jorge Patino tem carreira consagrada no MMA, iniciada ainda nos primórdios do esporte, na década de 1990. Em 1999, o paulista chegou a disputar o cinturão da categoria meio-médio da principal organização de lutas do mundo, o UFC, sendo derrotado por Pat Miletich por decisão unânime. O brasileiro lutou até 2014, passando pelo Jungle Fight, Strikeforce e o World Series, entre outros eventos. Atualmente, Patino atua como representante de atletas, sendo o principal deles Charles Oliveira, conhecido como Charles do Bronx, um dos principais brasileiros em atividade no UFC. “Essa oportunidade chegou como uma bênção porque era isso que o trabalho precisava: alguém que ajudasse a abrir as portas para o garoto”, celebra Cláudio.

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