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Nada no balaio: tortura de números pelo Carijó

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Tá legal, eu aceito o argumento. Estatística não ganha jogo, mesmo porque não há lugar para razão no futebol. Do contrário, o Deivid teria feito o gol feito, e o Loco Abreu perdido o pênalti, mas com a "cavadinha". Isso sem contar que o algoz do aclamado Barcelona neste ano foi o modesto e desconhecido Osasuna. Mas, embora não explicando coisa alguma, os números seguem como porto seguro para nove em cada dez analistas futebolísticos. Afinal, como diz aquele velho ditado: "Torture os números e eles lhe dirão o que você quer."

Para quem anda meio desanimado com o Tupi, por exemplo, as estatísticas podem reforçar o desalento. Desde quando regressou à Primeira Divisão do futebol mineiro, o Carijó nunca teve um início de temporada tão ruim. No ano de reestreia na competição, em 2007, saiu da terceira rodada com 6 pontos, passando pelo Atlético e Democrata e tropeçando no Ituiutaba. Um ano depois, com Moacir Júnior no comando, venceu Democrata, Guarani e Uberaba, com três vitórias em três jogos.

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Em 2009, o Tupi começou com dois empates, contra o Social e o Atlético, mas venceu o Guarani na terceira rodada. No ano seguinte, ganhou do Ipatinga, perdeu para o Atlético e goleou a Caldense. Por fim, no ano passado, começou empatando com o Vila Nova, perdendo para o Atlético e vencendo o Democrata. Neste ano, três derrotas e uma troca de técnico.

Por outro lado, para quem aposta na necessária vitória de hoje, as estatísticas também são boas. Moacir Júnior nunca perdeu com o Tupi jogando em casa. São seis vitórias e dois empates em jogos do Campeonato Mineiro e da Taça Minas. Um dos triunfos foi justamente contra o Uberaba, adversário dessa tarde. Se vencer e engrenar, ainda é possível salvar o semestre, mesmo sabendo que o último jogo em casa é contra o Atlético, que, vale lembrar, já perdeu aqui em 2007.

O mau começo de agora e os bons desempenhos de outros anos podem não significar nada, mas, talvez até por mera coincidência, sempre que começou bem, o Tupi foi mais longe. Mas, como Deivid não marcou e o Loco errou mesmo não "cavando", a temporada de surpresas segue aberta. Tudo pode ainda acontecer.

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