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JF Vôlei sacramenta melhor campanha na Superliga e disputará a Copa Brasil

"Participar da Copa Brasil é sem dúvida um prêmio pelo trabalho desenvolvido, mas está ficando insustentável manter o time mesmo em patamares mínimos" (Foto: Leonardo Costa)
“Participar da Copa Brasil é sem dúvida um prêmio pelo trabalho desenvolvido, mas está ficando insustentável manter o time mesmo em patamares mínimos” (Foto: Leonardo Costa)
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Melhor campanha em primeiro turno de Superliga Masculina em seis anos de participação com o sexto lugar, com consequente vaga na Copa Brasil de Vôlei, que será disputada no próximo mês, possibilidade cada vez maior da classificação inédita aos playoffs da principal competição da modalidade no país. O cenário do JF Vôlei no segundo semestre de 2016 poderia ser amplamente comemorado não fosse a permanência das dificuldades extra-quadra em captar patrocinadores que possibilitem respiro financeiro ao projeto. Diante da folga de final de ano do elenco, que só volta a jogar no dia 7 de janeiro, contra o Brasil Kirin (SP), em Campinas, a Tribuna conversou com o diretor técnico da equipe local, Maurício Bara. Ele avaliou tanto o crescimento técnico em quadra, como também a “incansável procura por apoiadores”. Confira a seguir.

Evolução em quadra

“Não foi uma surpresa completa não, em parte pelo time ser muito jovem e formado nesse ano com a base do Sada mais os contratados. Não tínhamos a real noção que poderíamos chegar na sexta colocação do primeiro turno. Volto a dizer que nosso primeiro objetivo era não ser rebaixado. Isso já não nos satisfaz agora, mas se ficássemos na décima posição já seria uma vitoria muito grande. E fomos muito bem sucedidos. Ganhamos de quem está em baixo na tabela e perdemos de quem está em cima. Fizemos a melhor campanha no primeiro turno e igualamos a pontuação de um turno, o segundo de 2013/2014. Foi muito satisfatório.”

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Alto desempenho

“O primeiro fator foi o encaixe rápido das peças em relação àquilo que se queria no trabalho. E tanto o Henrique como a comissão técnica começaram a preconizar algumas situações, e houve esse encaixe também porque todos chegaram de coração aberto. Em resumo, todo o grupo está buscando o crescimento, e isso é o grande diferencial. Nessa relação há uma obediência geral entre as partes, de ouvir o que cada um fala, seja a comissão técnica com os jogadores, a direção, todos. Às vezes, gastávamos muito tempo para colocar em prática uma situação, mas agora não.”

 

Copa Brasil

“Ainda não foi oficializado, mas o que nos foi passado é que, na semana entre os jogos dos dias 7 e 14 de janeiro será disputado o primeiro ‘mata’, já que é apenas um jogo por fase. São os sete primeiros da Superliga, com Campinas começando na semifinal por ser cidade sede. Deveremos enfrentar o Sesi-SP em São Paulo por vaga na semi. E para a gente foi um prêmio. Não pensávamos na Copa Brasil, e o detalhe é que, quando nos classificamos na outra temporada, eram os dez primeiros que participavam. Esse ano diminuiu, são os seis mais a cidade sede, é sem dúvida um prêmio pelo trabalho desenvolvido.”

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2º turno da Superliga

“Tenho certeza que temos um caminho muito grande pela frente. O time ainda não jogou seu 100% e espero uma competitividade ainda maior no segundo turno. As equipes de cima não vão querer perder para não impactar na classificação, e as equipes de baixo vão se esforçar ainda mais para deixar a situação em que se encontram. Será muito duro e temos que nos preparar bem, tentar pontuar contra os grandes e fazer o dever de casa nos confrontos diretos. Lembrando que agora o time é mais estudado, observado, e as dificuldades só vão aumentar.”

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Cenário financeiro

“Temos um paradoxo. Se pegar a entrevista no ano passado (dada à Tribuna em 25 de dezembro de 2015), conseguimos mudar em vários aspectos, como em quadra, reconstruímos um time competitivo, essa parte de material, camisa, marketing cada vez melhor, mesmo não estando como queremos ainda. A marca JF Vôlei vem expandindo pouco a pouco. Mas a saúde financeira não mudou nada ou até piorou. Está ficando insustentável manter o time mesmo em patamares mínimos. Estamos buscando os últimos esforços, mas está insustentável. Hoje somos parceiros da melhor equipe do mundo e isso não alterou em nada aqui em Juiz de Fora. Nossa captação continua baixa. Estamos sobrevivendo graças aos parceiros. Com menos do que isso não tem como fazer. Chegamos aos mínimos da história da Superliga.

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