Se não fosse o…
– Não fosse o Adê, o Tupi não seria campeão.
– Claro, né, o cara fez oito gols. Mas o time só deslanchou depois que o Allan chegou, cê tá ligado, né? O Drubscky trouxe o Taxista e já meteu ele de titular.
– Nem treinar treinou.
– Pois é, nem treinar treinou. Já chegou e foi jogando. Quer dizer… o Drubscky sabia que era ele que estava faltando ali na frente para o time deslanchar. Se não fosse o Allan…
– É… grande treinador o Drubscky. Pena que vai embora.
– Vai, não. Foi. Já foi embora.
– Só. Mas, também, fez a parte dele. Se não fosse o Drubscky…
– Mas cá entre nós, ele tinha elenco para trabalhar, o que não acontecia há muito tempo. Saía um jogador, ele tinha outro para colocar. Uma hora era Vitinho, outra Michel, Henrique…
– Mas foi o Drubscky que montou o grupo.
– Claro, lógico. E a diretoria trouxe quem ele pediu. Se não fosse a diretoria…
– É verdade. E ainda manteve uns caras bons de bola, que nem o Rodrigo. Quantas defesas difíceis ele fez nessa Série D? Eu perdi a conta, na boa. Teve jogo ali, tipo aquele 1 a 0 para o Volta Redonda lá, que a vaca poderia ter ido pro brejo. Se não fosse o Rodrigo…
– E o Silvio, e o Ladeira…
– E a virada aqui? Contra o Voltaço? Nossa senhora! Acho que foi ali que nós arrancamos para o título. O time ganhou a torcida. Quem marcou? Allan, Henrique, Ladeira,… aquele atacante, como é que chama mesmo?
– Chrys.
– Isso! Chrys. O filho do Aílton. A cara do pai. Pô, se não fossem eles…
– Fora Marcel, Cassiano, Marquinhos, o Dennis… quê isso, tinha muito jogador bom ali.
– É, pode crer. Tomara que a diretoria consiga manter a maioria aí. Porque se não forem eles…
