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Na orelha da bola

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Vai, Surian

Felipe Surian tem seus motivos para deixar o Tupi. O mais patente é o atraso de salários que vem desde o ano passado e chega até a atual temporada, assunto sobre o qual ele não fala em público. Uma falta de respeito com o profissional que liderou o time na retomada da bandeira carijó entre os clubes da Terceira Divisão nacional. Não conseguir pagar o que ele, com merecimento, pede para renovar para 2014 é compreensível, embora imprudente. Não quer aumentar, quer manter um teto, não aumenta. Mas a dívida é injustificável.

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Surian assumiu o comando do Tupi depois do começo desastroso e a demissão de Moacir Júnior na Série C de 2012. Ficou alguns jogos, com bom aproveitamento, mas, sob desconfiança da diretoria, foi preterido por Antônio Carlos Roy e o acompanhou, como auxiliar, enquanto a vaca ia para o brejo. Com o Tupi de volta à Série D e visto como alternativa barata, Surian iniciou os trabalhos em 2013. Por pouco não foi à semifinal do Mineiro, o melhor que o Carijó pode realizar nesse campeonato de eternos dois candidatos ao título. Caiu no primeiro mata-mata da Copa do Brasil, na qual também não dá pra sonhar com nada, e sobrou na Série D, com a melhor campanha entre todos os times na fase inicial e o mais importante: o acesso à Série C.

Por tudo isso, e por ser ex-jogador do clube, conhecer a base do elenco, a instituição e a torcida, melhor para todo mundo seria que Surian ficasse. Melhor para todo mundo, menos para ele.

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